Política

O que aconteceu com os envolvidos na tentativa de invasão da sede da PF, que completa um ano nesta terça

Após tentar resgatar um preso, grupo bolsonarista vandalizou carros e ônibus na Asa Norte da capital federal

Foto: Evaristo Sá/AFP
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Em 12 de dezembro de 2022, dia marcado pela diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoiadores radicais de Jair Bolsonaro (PL) deflagraram uma série de atos de vandalismo no Distrito Federal.

Além de incendiar carros e ônibus, bolsonaristas tentaram invadir a sede da Polícia Federal sob o pretexto de libertarem o indígena José Acácio Serere Xavante, apoiador de Bolsonaro.

Naquela ocasião, a prisão de Serere foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, após um pedido da Procuradoria-Geral da República. Ele era investigado por participar de atos antidemocráticos e reunir pessoas para cometer crimes.

O plano de libertação do extremista, no entanto, foi frustrado por atuação da polícia. O grupo, porém, não foi contido em sua totalidade e seguiu pela Asa Norte, onde realizou novos atos de vandalismo.

Munidos de paus, pedras, fogos de artifício e até mesmo bombas caseiras, manifestantes quebraram vários carros e atearam fogo em pelo menos três deles nas proximidades do prédio da PF.

Naquele 12 de dezembro, os bolsonaristas ainda entraram em confronto com a Polícia Militar.

O ato foi tido como preparatório para a tentativa de golpe semanas depois, no dia 8 de Janeiro. A intenção dos manifestantes, apontam as investigações, era instaurar o caos para que Bolsonaro, ainda no exercício da Presidência, decretasse Estado de Sítio, e com apoio dos militares, executasse um Golpe de Estado.

O ‘destino’ dos envolvidos

Em julho deste ano, pouco mais de seis meses após a frustrada tentativa de invasão à sede da PF, a corporação prendeu o jornalista Allan Frutuozo, suspeito da tentativa de invasão na sede da Polícia Federal naquele 12 de dezembro.

Allan foi detido enquanto tentava embarcar para a Argentina no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. A detenção ocorreu após o sistema de alerta da corporação instalado no terminal disparar.

Em vídeos da invasão da PF, ele aparece estimulando outras pessoas, com gritos de “é guerra” e também fala em “guerra contra comunistas”, de acordo com relatório policial. Ele deixou a prisão em outubro.

Entre os outros suspeitos identificados até aqui está o blogueiro bolsonarista Wellington Macedo, ex-assessor da ministra Damares Alves (Republicanos) quando ela ocupava a pasta dos Direitos Humanos. Ele estava foragido e foi preso no Paraguai em 14 de setembro.

Wellington também é um dos bolsonaristas condenados por planejar uma tentativa de ataque à bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília em 24 de dezembro.

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