Justiça
STF solta suspeito de envolvimento em ataque à sede da Polícia Federal em Brasília
Allan Frutuozo foi preso em julho, no Rio de Janeiro, quando tentava embarcar para a Argentina
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, revogou a prisão do jornalista Allan Frutuozo da Silva, suspeito de participar da tentativa de invasão à sede da Polícia Federal em dezembro do ano passado.
O magistrado atendeu ao pedido da defesa, que sustentou não existirem motivos para manter o jornalista preso. Os advogados também argumentaram que a pena para os crimes pelos quais ele responde – ameaça e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito – não supera 4 anos de prisão.
Allan foi preso em julho no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, quando tentava embarcar para a Argentina. O mandado de prisão contra ele foi expedido pela Justiça Federal do Distrito Federal, em 18 de dezembro de 2022, mas o caso foi parar no Supremo por estar relacionado a investigações em tramitação na Corte.
De acordo com o Ministério Público, Allan teria participado do grupo que incendiou veículos e depredou uma delegacia da Polícia Civil do DF. Os atos foram registrados em 12 de dezembro, após a prisão do cacique bolsonarista José Acácio Serere Xavante.
A participação do jornalista nos episódios de vandalismo foi identificada a partir da análise de câmeras de segurança instaladas no entorno do local e de vídeos publicados nas redes sociais.
Contudo, a defesa alega que Allan estava na capital federal para cobrir atos políticos e que, no dia da tentativa de invasão à PF, ele estava hospedado em um hotel em frente ao prédio da corporação e só desceu para registrar imagens.
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