Política

‘O eleitor não acredita que o Ciro tenha chance’, avalia Kassab

Presidente do PSD diz que, apesar das qualidades do ex-ministro, ‘faltam circunstâncias’ para viabilizar a vitória do pedetista

Gilberto Kassab e Ciro Gomes. Fotos: José Cruz/Agência Brasil e Miguel Schincariol/AFP
Gilberto Kassab e Ciro Gomes. Fotos: José Cruz/Agência Brasil e Miguel Schincariol/AFP
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O presidente do PSD, ex-ministro Gilberto Kassab, avaliou nesta segunda-feira 6 que Ciro Gomes (PDT) não deve se viabilizar como candidato da terceira via em pouco mais de três meses que restam até as eleições. Para ele, não faltam qualidades ao pedetista, mas sim ‘circunstâncias’. A avaliação foi feita em entrevista ao jornal Valor Econômico.

“O Ciro seria um excelente candidato da terceira via. Mas é difícil porque, se ele não cresceu nesses quatros anos, por que vai crescer nesses três meses, praticamente, que temos até a eleição?”, questionou Kassab.

“Ele sabe que tenho estima por ele, mas, para um candidato seguir em frente, o eleitor precisa acreditar nele. E o eleitor não acredita que o Ciro tenha chance, por conta das circunstâncias, não por falta de qualidade”, acrescentou em seguida o político.

Na entrevista, Kassab ainda revelou que, pelas mesmas circunstâncias, vê o ex-presidente Lula (PT) com chances de vitória ainda no primeiro turno. Negou, no entanto, que seu partido irá embarcar ‘de primeira’ no projeto do ex-presidente. Segundo disse, a tendência é liberar os quadros durante a disputa.

“Hoje as pesquisas mostram uma tendência de eleição no primeiro turno. Sinto pelos depoimentos dos nossos quadros – Omar Aziz no Amazonas, Otto Alencar na Bahia, o Kalil em Minas Gerais – a presença muito forte do Lula nos seus Estados, de uma pesquisa vigorosa que vai se sustentar”, afirmou Kassab, que também vê o ex-presidente com ‘mais presença’ em São Paulo.

Sobre um eventual apoio do PSD a Lula, disse ‘achar difícil’ pela pluralidade de ideologias presentes na legenda. “Não é fácil. Imagina se estivéssemos apoiando o Lula, a gente ia considerar o Ratinho Júnior um dissidente? E se estivéssemos apoiando o presidente Bolsonaro, iríamos considerar o Kalil um dissidente?”, questionou.

“Tudo caminha para liberar [o apoio aos candidatos a presidente], mas isso ainda não está definido. Aprendi na vida partidária que enquanto não se der a convenção, tudo pode acontecer”, explicou em seguida.

Kassab disse ainda que, com o revés no plano de ter um candidato próprio, seu objetivo principal nestas eleições é manter o Senado Federal sob o comando de Rodrigo Pacheco.

“No plano político, no momento em que abrimos mão de uma candidatura a presidente da República, a permanência da presidência do Senado com o PSD passa a ser uma prioridade, e muito possivelmente, a mais importante”, destacou. “Mas isso passa por um primeiro momento que é ter força para sustentar isso, o que significa eleger governadores, deputados federais, senadores”, completou em seguida.

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