Política

Novo nódulo sugere que câncer de Covas ganhou terreno, dizem médicos

O prefeito de São Paulo ‘está muito bem’ do ponto de vista clínico e não pretende se afastar do cargo, segundo a equipe

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Foto: GOVSP
Apoie Siga-nos no

Médicos do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmaram que a descoberta de um novo nódulo no fígado sugere que o câncer ganhou “terreno”. O tucano foi internado na terça-feira 16 no Hospital Sírio Libanês, onde deve permanecer até o fim da sexta-feira 19 ou a manhã de sábado 20, segundo estimou a equipe.

Diagnosticado com um câncer entre o estômago e o esôfago em outubro de 2019, Covas, de 40 anos, já passou por quimioterapia e radioterapia e estava submetido à imunoterapia há um ano. A doença, agora, afeta também o fígado. Nesta semana, os médicos anunciaram que o prefeito voltou ao tratamento de quimioterapia. Estão previstas quatro sessões de 48 horas, com intervalos de 14 dias entre cada uma.

“Observou-se o surgimento de um pequeno nódulo hepático, o que nos sugere que, de alguma forma, a doença tenha conseguido ganhar terreno, apesar da imunoterapia”, disse o oncologista Artur Katz, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira 18. “Isso pode acontecer. É por isso que esses exames periódicos são feitos em todo mundo que está em tratamento oncológico. A gente precisa manter vigilância constante sobre a doença.”

Os médicos afirmaram que a descoberta do novo nódulo, no entanto, “não altera muito o status da doença” e tem poucos milímetros, menor que o tumor de dois centímetros encontrado anteriormente no órgão. Também reforçaram que a radioterapia evidenciou “sucesso” na redução de linfonodos, próximos ao estômago, o que indicou controle da doença.

Segundo o médico David Uip, Covas “está muito bem” do ponto de vista clínico, trabalha, despacha e se alimenta normalmente, e não vai pedir licença da Prefeitura.

“Se surgir um fato novo, alguma consequência da quimioterapia, isso será discutido em outro momento”, declarou.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo