Política

Novo ministro escolhe olavista para cuidar da comunicação online do governo

Fábio Faria deve ceder vaga ao assessor Filipe Martins no Ministério das Comunicações

Novo ministro escolhe olavista para cuidar da comunicação online do governo
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O deputado federal Fábio Faria (PSD-RN). Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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Futuro ministro das Comunicações, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) topou oferecer uma vaga ao assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, para integrar um núcleo digital internacional da pasta. A informação é da jornalista Andreia Sadi, no site G1.

Faria é genro do dono da emissora SBT, Silvio Santos. Seu nome foi lançado por Bolsonaro para chefiar o Ministério das Comunicações, órgão que será recriado pelo Palácio do Planalto, segundo anúncio de quarta-feira 10. Sua posse está prevista para a próxima semana.

De acordo com o G1, Faria entregaria o cargo a Filipe Martins para agradar os filhos de Bolsonaro, já que o assessor é amigo pessoal do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e é seguidor do escritor Olavo de Carvalho, guru do governo federal. Caso o convite seja feito e aceito, Martins cuidaria da área internacional.

Por outro lado, os integrantes do “gabinete do ódio” não irão para o Ministério das Comunicações, informa o site. O citado gabinete é acusado de ser a fonte de ataques virtuais e de informações falsas contra autoridades do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

A entrega do Ministério das Comunicações a Faria é mais um capítulo da aproximação de Bolsonaro com o chamado “centrão”, contrariando sucessivos discursos do presidente da República que criticavam alianças com o Congresso Nacional. Conforme mostrou CartaCapital, o flerte de Bolsonaro com este grupo começou em abril e, até aqui, já contemplou principalmente o PSD de Gilberto Kassab, o PP de Arthur Lira, o PTB de Roberto Jefferson e o PL de Valdemar Costa Neto.

O PSD, partido de Faria, também ficou com o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e a Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Já o PP levou o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs). O PL emplacou com o PTB o presidente do Banco do Nordeste, dono de 30 bilhões de reais para investir este ano. Alexandre Borges Cabral assumiu em 2 de junho e caiu no dia seguinte.

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