Política

‘Não vamos ter problema em executar nosso programa’, diz Lula ao lado de Alckmin

O pré-candidato participou do lançamento das diretrizes do plano de governo de sua chapa

04.06..2022 - Lula participa de reunião para debater propostas para o Meio Ambiente e proteção da Amazônia, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert
04.06..2022 - Lula participa de reunião para debater propostas para o Meio Ambiente e proteção da Amazônia, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira 21 que precisará de uma “engenharia muito séria para reconstruir o País”, mas que está pronto para sentar novamente na cadeira presidencial. 

O petista e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) participaram de um evento de lançamento do plano de governo e diretrizes da chapa que concorrerá na eleição de outubro deste ano.

“Não estamos vivendo um período de normalidade no nosso País. Parece que teve um terremoto que virou muitas coisas de ponta-cabeça e a gente ainda está no processo de compreender tudo que aconteceu e tudo que ainda pode acontecer”, discursou Lula. Apesar dos desafios, o pré-candidato declarou que ele e Alckmin estão preparados para assumir a Presidência em 2023. 

“Nós teremos 4 anos de mandato e a vantagem é que não precisamos de um ano para aprender a sentar na cadeira”, reiterou.  “O Alckmin também, ele governou o estado mais importante da nação, e não só uma vez. Não vamos ter problema de executar nosso programa”. 

Lula ainda criticou a inação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação ao aumento constante nos preços dos combustíveis. “É uma coisa absurda, porque a primeira coisa que ele tenta fazer é jogar a responsabilidade da sua incapacidade, diuturnamente, em cima dos outros“, disse.

O petista ainda alegou que o ex-capitão poderia mudar a política de preços da estatal. Para Lula, o atual presidente  responde aos interesses dos acionistas que se beneficiam dos lucros da empresa. 

“Bolsonaro poderia, com uma canetada como fez o [ex-presidente da Petrobras, Pedro] Parente diminuir os preços”, afirmou. “Ele faz muita bravata, mas mantém o preço alto porque não quer brigar com os acionistas que são os que ficam com o lucro que a Petrobras está tendo. Nada para o reinvestimento na empresa, nada para melhorar a vida do povo, e tudo para os acionistas”, concluiu o pré-candidato.

Lula ainda destacou que seu primeiro ato de governo será se reunir com os 27 governadores para conversar sobre projetos de infraestrutura, saúde e educação. “No primeiro mês, precisamos reconstruir nosso pacto federativo. Quero reunir os governadores para que a gente não perca tempo”, disse. 

Marina Verenicz
Repórter do site de CartaCapital

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