Na TV, Bolsonaro diz que ‘não mandou ninguém ficar em casa’ e pede igrejas abertas na pandemia

'Todos os nossos 22 ministros consideram o bem maior de um povo a sua liberdade', declarou o presidente

Foto: Reprodução/TV Brasil

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Política

O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite desta quarta-feira 2. Em cinco minutos, defendeu a postura do governo federal no enfrentamento à pandemia, apesar de o País ter ultrapassado a marca de 467 mil mortes.

 

 

Ele também comemorou o crescimento de 1,2% do PIB no 1º trimestre deste ano, na comparação com os três meses anteriores. “Só no primeiro trimestre deste ano a economia mostrou seu vigor, estando entre os países que mais cresceram”, disse o presidente.

Ao afirmar que o governo distribuiu 100 milhões de vacinas a estados e municípios, disse que, em 2021, serão imunizados “todos os brasileiros que assim desejarem”.

No pronunciamento, Bolsonaro ainda voltou a atacar governadores que adotam medidas para frear o avanço do novo coronavírus. “O nosso governo não mandou ninguém ficar em casa, não fechou comércio, não fechou igrejas ou escolas, nem tirou o sustento de milhões de trabalhadores informais”, declarou.

“O nosso governo joga dentro das quatro linhas da Constituição. Considera o direito de ir e vir, o direito ao trabalho e o livre exercício de cultos religiosos inegociáveis. Todos os nossos 22 ministros consideram o bem maior de um povo a sua liberdade”.

Ele repetiu que “sempre disse que tínhamos dois problemas pela frente, o vírus e o desemprego, que deveriam ser tratados com a mesma responsabilidade e de forma simultânea”.

Sobrou tempo para o presidente defender a realização da Copa América 2021 no País, “seguindo o mesmo protocolo da Copa Libertadores e Eliminatórias da Copa do Mundo”.

 

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Editor do site de CartaCapital

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