Política

Na mira do Centrão, Wellington Dias rechaça desmembramento de seu ministério

Segundo o petista, os sistemas do Desenvolvimento Social só funcionam em conjunto

Na mira do Centrão, Wellington Dias rechaça desmembramento de seu ministério
Na mira do Centrão, Wellington Dias rechaça desmembramento de seu ministério
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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Cobiçado pelo Centrão, o Ministério do Desenvolvimento Social – hoje sob a batuta de Wellington Dias (PT) – pode ser fatiado para acomodar um indicado do PP. Neste cenário, o Bolsa Família e outros programas de combate à fome permaneceriam com Dias e outras áreas de assistência social seriam utilizadas para abarcar os novos aliados.

O petista, contudo, defendeu manter a atual organização da pasta, nesta quarta-feira 30.

“O alicerce de tudo são os sistemas, está na Constituição, está na lei orgânica da assistência social. O alicerce é um sistema e uma rede, são dois sistemas: o Sistema Único da Assistência Social e o Sistema da Segurança Alimentar e Nutricional“, argumentou Dias em entrevista ao jornal O Globo. “De um lado, redução da fome e, de outro, redução da pobreza, só funcionam juntos. Não existe Bolsa Família sem Cadastro Único, não existe Cadastro Único sem o CRAS, sem as redes“.

De acordo com Dias, o presidente Lula teria negado o fatiamento da pasta durante uma agenda recente. “Numa outra reunião ele tinha me dito que não há nenhuma lógica sobre divisão”, pontuou.

As declarações foram concedidas em meio ao avanço das negociações sobre o ingresso formal de PP e Republicanos no primeiro escalão do governo. Na terça-feira, Lula anunciou a criação da 38ª pasta de seu terceiro mandato, o Ministério de Pequenas e Médias Empresas, em uma tentativa de abrir espaço para abrigar aliados.

O PP, partido chefiado por Ciro Nogueira, indicou André Fufuca (MA) para a pasta comandada por Dias. A reforma ministerial deve ser tema de um encontro nesta quarta entre Lula, José Guimarães (PT-CE) e Jaques Wagner (PT-BA), líderes do governo na Câmara e no Senado, respectivamente, e Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais.

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