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Mulheres na mira

Enquanto Bolsonaro tenta reverter a enorme rejeição feminina, Damares Alves atua para o País retroagir nos direitos reprodutivos

Ilusionismo. Damares Alves e Michelle Bolsonaro viraram embaixadoras de projetos que jamais saíram do papel - Imagem: Carolina Antunes/PR e Ueslei Marcelino/Unicef Brasil
Ilusionismo. Damares Alves e Michelle Bolsonaro viraram embaixadoras de projetos que jamais saíram do papel - Imagem: Carolina Antunes/PR e Ueslei Marcelino/Unicef Brasil
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Obcecado com as eleições de outubro, Jair Bolsonaro está empenhado em reconquistar o eleitorado feminino, que hoje daria vitória a Lula em primeiro turno. De acordo com a última rodada da pesquisa Quaest/Genial, divulgada em 8 de junho, o ex-presidente figura com 48% das intenções de voto nesse grupo, contra 24% do atual ocupante do Palácio do Planalto. É irônico pensar que o ex-capitão, machista de carteirinha, que atribui sua única filha a uma “fraquejada” e insultou numerosas vezes suas colegas na Câmara, quando ainda era um histriônico e irrelevante deputado, agora precise tanto das mulheres para salvar seus planos de reeleição.

O cenário revelado pelas sondagens eleitorais levou o PL de Bolsonaro a iniciar uma ofensiva pelo voto feminino. As propagandas do partido na tevê aberta exploram a tríade de terror, medo e “culpa cristã” para agregar votos de eleitoras conservadoras. Paralelamente, a ex-ministra Damares Alves e a primeira-dama Michelle Bolsonaro atuam como embaixadoras de programas que nunca saíram do papel, na desesperada tentativa de esconder a degradação das políticas públicas para as mulheres nos últimos três anos. ­Michelle, por sinal, foi filiada às pressas ao PL para justificar a sua participação nos programas eleitorais a partir de agosto. Do chamado “gabinete do ódio” emana toda a sorte de fake news sobre aborto e supostas ameaças à tradicional família cristã, que deve se proteger com armas de fogo.

Ana Flávia Gussen
Repórter da revista CartaCapital

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