Justiça

Moraes cobra informações sobre segurança de Walter Delgatti após relato de ameaças

A defesa alega haver riscos no Centro de Detenção Provisória de Araraquara e quer transferência para Tremembé

Moraes cobra informações sobre segurança de Walter Delgatti após relato de ameaças
Moraes cobra informações sobre segurança de Walter Delgatti após relato de ameaças
Na CPI, Delgatti expôs a trama militar para desacreditar as urnas eletrônicas – Imagem: Marcos Oliveira/Ag. Senado
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou, nesta terça-feira 4, que a Secretaria de Administração Penitenciária do estado de São Paulo detalhe, em até dez dias, as condições de segurança do hacker Walter Delgatti.

Moraes também ordenou que a pasta se pronuncie sobre a pertinência e a viabilidade de transferir Delgatti para a penitenciária de Tremembé (SP), conforme solicitado pela defesa, que apontou risco de vida de seu cliente no Centro de Detenção Provisória de Araraquara (SP). Após as respostas, o ministro ouvirá a Procuradoria-Geral da República.

Em 2023, o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, condenou o hacker a 20 anos e um mês de prisão, além de 736 dias-multa, no âmbito da Operação Spoofing. À época, Delgatti já estava preso preventivamente — por ordem de Moraes — devido ao processo sobre uma invasão ao sistema informatizado do Poder Judiciário.

A decisão de Leite atingiu também outros seis investigados pela invasão de celulares de autoridades, a exemplo de procuradores da Lava Jato. A ação dos hackers deu origem à série de reportagens conhecida como Vaza Jato.

As matérias decorrentes dos diálogos expuseram a proximidade extraoficial entre integrantes do Ministério Público Federal envolvidos na operação, liderados por Deltan Dallagnol, e magistrados responsáveis por julgar os processos, especialmente Sergio Moro.

No pedido de transferência levado ao STF, a defesa do hacker afirma que ele seria “amplamente conhecido” por causa da Operação Spoofing. O argumento é que a “notoriedade do réu” e o “clima de polarização política” teriam gerado ameaças contra ele.

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