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Ministro da Saúde faz gesto obsceno para manifestantes em Nova York

Pouco antes do arroubo de Marcelo Queiroga, Bolsonaro já havia sido recebido aos gritos de genocida em um hotel

Ministro da Saúde faz gesto obsceno para manifestantes em Nova York
Ministro da Saúde faz gesto obsceno para manifestantes em Nova York
Queiroga mostra o dedo do meio para manifestantes em NY. Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O ministro da Saúde Marcelo Queiroga mostrou o dedo do meio para manifestantes opositores que o interpelaram na saída da residência da comitiva brasileira em Nova York, nos Estados Unidos, com protestos contra o governo federal na noite desta segunda-feira 20.

Queiroga está na cidade acompanhando o presidente Jair Bolsonaro, que discursa na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) nesta terça 21. Pouco antes do arroubo do ministro, Bolsonaro já havia sido recebido aos gritos de genocida no hotel e feito um sinal pedindo ‘menos’ aos manifestantes. Nesta segunda, o filho do presidente e deputado Eduardo Bolsonaro, que também está na comitiva, foi vaiado ao entrar em uma loja.

Também nesta segunda, outros protestos contra o ex-capitão puderem ser vistos na cidade. Um caminhão com telões circulou nas ruas e avenidas mais movimentadas, como a Times Square, espalhando mensagens contra o presidente. Em vídeos que circulam nas redes sociais é possível ver as frases Liar Bolsonaro — um trocadilho com a palavra mentiroso, em inglês, e o nome Jair — e Total Loser, algo como grande perdedor, ao lado da foto do presidente. Outras mensagens em defesa da Amazônia também circularam no veículo.

O presidente brasileiro também não está sendo ‘bem recebido’ pelas autoridades locais. Nesta segunda, o prefeito de Nova York Bill de Blasio marcou Bolsonaro em uma publicação em que lista os locais de vacinação contra a Covid-19. O ex-capitão não se vacinou e não pode entrar em diversos espaços na cidade. Blasio chegou a dizer que o brasileiro ‘nem precisava ir’ a NY se não quisesse se imunizar.

Por não estar vacinado, o discurso do brasileiro na ONU chegou a ser ameaçado, mas foi liberado por uma flexibilização do secretário-geral da organização.

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