Política

Lula sabe qual é o papel de um ministro do Supremo, diz Jaques Wagner após aprovação de Zanin

Líder do governo no Senado, o petista comentou o resultado favorável à indicação após sabatina

O senador Jaques Wagner (PT-BA). Foto: Heuler Andrey/AFP
Apoie Siga-nos no

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), avalia que Cristiano Zanin forneceu bons esclarecimentos sobre a sua vinculação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a sua sabatina no Senado, nesta quarta-feira 21.

Para Wagner, Lula tem ciência de que “não ganhou” um ministro no Supremo Tribunal Federal, ainda que Zanin tenha sido o seu advogado na Operação Lava Jato.

“Qual foi o presidente que nomeou um inimigo? Qual foi o presidente que não indicou alguém próximo, em quem confie?”, questionou o senador. “Eu tenho certeza de afirmar aqui, pela relação que tenho com o presidente Lula, de 45 anos, de que ele sabe que perdeu o advogado e sabe que não ganhou um ministro.”

Wagner concedeu a declaração após ter sido questionado por CartaCapital sobre a crítica levantada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) referente à relação de Zanin com Lula.

Em resposta, Wagner disse ter percebido em aliados de Flávio a aprovação dos esclarecimentos de Zanin sobre o tema.

”Creio que ele esclareceu muito isso, e mesmo outros senadores, inclusive senadores do partido do Flávio Bolsonaro, deixaram isso claro em seus depoimentos”, afirmou o petista.

Wagner disse ainda acreditar que, em conversas privadas, Lula apenas pediu a Zanin que “melhore” a atuação do STF.

“Ele [Lula] sabe qual é o papel do ministro do Supremo. Eu tenho certeza de que, nas conversas privadas, dele com o doutor Zanin, o que ele pediu é só que faça melhorar a atuação do Supremo Tribunal Federal. Ele não quer um advogado como ministro, nem um ministro como advogado.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo