Economia

Governo Lula autoriza importação de produtos usados destinados a doações ao RS

Normalmente, a importação de bens de consumo usados é proibida, enquanto a de equipamentos depende da ausência de produção nacional

Geraldo Alckmin e Lula. Foto: Evaristo Sá/AFP
Apoie Siga-nos no

O governo Lula (PT) decidiu suspender as restrições legais para importação de bens de consumo e equipamentos usados destinados para doação ao Rio Grande do Sul, anunciou na noite desta sexta-feira 10 o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

A portaria, que constará de uma edição extra do Diário Oficial da União nesta sexta, suspende as normas por pelo menos 30 dias. Normalmente, a importação de bens de consumo usados é proibida, enquanto a de máquinas e equipamentos depende da ausência de produção nacional.

O prazo fixado inicialmente pode ser prorrogado a depender da situação dos municípios gaúchos, segundo Alckmin, que também é ministro de Indústria, Desenvolvimento, Comércio e Serviços.

A Confederação Nacional da Indústria e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul já haviam pedido ao governo federal, na quinta-feira 9, medidas emergenciais para acelerar o envio de auxílio ao Rio Grande do Sul, incluindo celeridade na inspeção de cargas importadas com ajuda humanitária.

Alckmin citou como exemplo a necessidade de recuperar o aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre “Você pode ter doação de equipamentos, de esteiras, de reboques usados”, justificou.

O número de mortes causadas pelos temporais que castigam o Rio Grande do Sul desde a semana passada subiu para 126, segundo um boletim divulgado pela Defesa Civil no início da noite desta sexta. O balanço anterior, publicado às 12h, apontava 116 óbitos.

O órgão contabiliza 756 feridos e 141 desaparecidos no estado. Há, também, 71.409 pessoas em abrigo e 339.928 desalojadas.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo