Política

Lula rebate Ciro e diz que pedetista precisa ‘tomar um calmante’

Ex-ministro afirmou recentemente que, caso Lula seja eleito, o País amanhecerá em guerra; petista ironizou: ‘Não sabia que ele tinha exército’

Lula e Ciro Gomes. Fotos: Ricardo Stuckert e Miguel Schincariol/AFP
Lula e Ciro Gomes. Fotos: Ricardo Stuckert e Miguel Schincariol/AFP
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O ex-presidente Lula (PT) usou parte da sua entrevista à rádio Itatiaia, de Minas Gerais, nesta quarta-feira 8 para rebater avaliação recente feita por Ciro Gomes (PDT) sobre uma eventual vitória sua nas eleições de outubro. Segundo o pedetista, caso Lula seja eleito, o Brasil amanhecerá em guerra. Ao tratar do tema, o petista ironizou.

“Não sabia que ele tinha exército”, disse Lula. “Acho que se a gente ganhar as eleições, este País vai acordar sorrindo. [Vai acordar sorrindo] Porque o que ganha eleições é a esperança e o presidente que mais fez políticas para este País”, rebateu em seguida antes de citar dados de aprovação ao fim do seu segundo mandato.

Mais adiante, Lula ainda completou dizendo que apenas a ‘turma de Bolsonaro’ irá ‘acordar chorando’, caso ele consiga a terceira vitória em uma disputa presidencial.

Ao fim da entrevista, o ex-presidente também foi convidado a dizer o que pensa, usando poucas palavras, sobre algumas personalidades. Sobre Ciro, ele disse ter boa relação, mas que o ex-aliado precisaria ‘tomar um calmante’ neste momento.

Na conversa, Lula também avaliou o desempenho da sua pré-candidatura nas principais pesquisas eleitorais. Segundo disse, o resultado tem mostrado, de forma ‘nua e crua’, que o povo irá derrotar Bolsonaro. Nesta quarta-feira, a pesquisa da consultoria Quaest confirmou a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno. Atualmente o petista aparece com 46% das intenções de voto, ante 30% de Jair Bolsonaro (PL).

A verdade nua e crua é: o povo brasileiro vai derrotar o Bolsonaro. […] Não adianta Bolsonaro mentir, fazer provocação, ameaçar a Suprema Corte. Não adianta ofender ninguém, ele vai perder porque o povo quer tirar o Bolsonaro”, avaliou Lula sobre os resultados.

“Outro dia brinquei com um amigo que estava na hora do Bolsonaro contratar um instituto que coloque ele na frente, pra ver se ele para de mentir. Quem sabe se ele pensar que vai ganhar ele fique menos mentiroso e provocador”, ironizou ainda sobre o tema.

Atrás nas pesquisas, o ex-capitão tem usado parte dos discursos para acusar, sem provas, manipulação nos levantamentos. Em diversas ocasiões disse que os institutos recebem dinheiro para apontar vitória de Lula e que, por isso, não acreditaria em pesquisas. Bolsonaro recorre ainda a enquetes feitas por aliados e suas aparições públicas, como a participação em motociatas, para alegar maior preferência do eleitorado para sua candidatura. Os números, no entanto, revelam alta rejeição ao seu governo e à sua pré-campanha.

Na entrevista desta quarta-feira, Lula também rebateu as acusações de Bolsonaro sobre uma suposta fraude nas urnas. O ex-capitão tem vociferado, sem apresentar provas, que o atual sistema dará vitória a Lula de forma irregular. As declarações ecoam ameaças de golpe feitas pelo ex-capitão.

“Se a urna pudesse praticar roubo você acha que o Lula tinha sido eleito tantas vezes? Se a urna roubasse a gente teria ganho as eleições?”, questionou o ex-presidente. “O roubo que teve foi a quantidade de mentiras e fake news durante o processo eleitoral. O roubo foi instaurar a instabilidade política na época”, acrescentou em seguida.

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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