Política

Lula entrega 1.440 unidades do Minha Casa, Minha Vida com críticas ao golpe e a Bolsonaro

O presidente esteve em Rondonópolis, onde projetou a criação um plano de habitação que atenda a classe média do País

O presidente Lula em evento do Minha Casa, Minha Vida, em 3 de março. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Lula (PT) entregou, nesta sexta-feira 3, 1.440 casas do programa Minha Casa, Minha Vida em Rondonópolis (MT). O evento, que contou com a transferência de chaves para representantes dos beneficiados, foi cercado de críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao golpe contra Dilma Rousseff.

“Estou aqui alegre e triste. Alegre porque esse conjunto começou a ser feito em 2013, 10 anos atrás, e triste porque já era para ele ter acabado em 2014”, disse Lula.

Ele, então, atribuiu a demora na entrega das habitações ao atraso imposto pelo golpe contra Dilma, em 2016, e a ineficácia do governo Bolsonaro, a partir de 2019. ‘Vocês se lembram do golpe que deram na companheira Dilma. Tiraram ela do governo e inventaram uma coisa chamada ‘Ponte para o Futuro.’

“Eu seria capaz de oferecer um prêmio para qualquer pessoa que me dissesse um metro de obra que o Bolsonaro fez aqui. Eu duvido. A única coisa que eu sei que ele inaugurou foi uma ponte em São Gabriel da Cachoeira, de 18 metros e feita de madeira.”

Segundo Lula, o ex-capitão foi o grande responsável por interromper um ciclo virtuoso de crescimento iniciado nos governos petistas. Por isso, prosseguiu, o objetivo é reconstruir o País.

“Não sei que desgraça foi feita, nem que mão ‘desgramada’ se colocou neste País, que ele parou de andar para frente e voltou a andar para trás”, disse o petista, em referência direta a Bolsonaro. “Este País deixou de ser o do desenvolvimento e passou a ser o da mentira, do ódio e da provocação.”

Após as críticas, Lula anunciou que o governo federal iniciou o processo de contratação de 2 milhões de novas casas do programa Minha Casa, Minha Vida, mais de 1.500 para a 2ª unidade do conjunto entregue nesta sexta-feira em Rondonópolis. No discurso, ainda prometeu que sua gestão criará um plano habitacional projetado para uma faixa média de renda.

“Quem ganha 5 mil ou 7 mil, quer uma casa própria, mas não pode comprar uma grande, nem quer uma pequena. Precisamos pensar nessa faixa de classe média baixa, para que ele possa viver dignamente, com uma casa maior e que ele queira escolher”, completou.

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