Economia

Lula contraria Lira e nega, ‘por enquanto’, mudança na Caixa

‘Não adianta ficar torcendo para a água que você quer que passe embaixo da ponte chegue logo’, afirmou o presidente

Brasília (DF) 25/09/2023 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa com jornalistas sobre a cirurgia que irá fazer no quadril na próxima sexta feira (29), após encontro com primeiro-Ministro do Vietnã, Pham Minh Chinh, no Palácio do Itamaraty Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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O presidente Lula (PT) indicou nesta segunda-feira 25 que, por enquanto, não está disposto a trocar a presidenta da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano. A declaração do petista acontece após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmar que a mudança no comando do banco estava acertada, em meio às negociações com legendas do Centrão para abocanhar mais espaços no governo.

Não adianta ficar torcendo para a água que você quer que passe embaixo da ponte chegue logo, ela vai chegar no momento certo. Na hora em que eu tiver de mexer em alguma coisa, eu vou mexer. Vocês saberão, porque não haverá nada à meia noite, será feito de dia, com comunicado expresso à imprensa”, disse o presidente após uma reunião no Itamaraty.

Lula ainda declarou esperar que os ministros indicados por PP e Republicanos convençam suas bancadas a votar a favor de pautas de interesse do Palácio do Planalto. Depois de um longo processo de negociação, o petista nomeou os deputados André Fufuca e Silvio Costa Filho para os ministérios do Esporte e de Portos e Aeroportos, respectivamente.

“O que eu espero é que os ministros que fazem base do meu governo convençam suas bancadas a votar naquilo que interessa ao povo brasileiro. E tudo que está na Câmara para ser votado é de interesse do povo brasileiro”, declarou. “Não haverá nada que não seja de interesse do povo brasileiro.”

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Lira admitiu que fará indicações políticas para cargos estratégicos na Caixa. O parlamentar disse ter feito um acordo com Lula para que o banco fosse entregue ao Centrão de “porteira fechada”, expressão a indicar que todas as vice-presidências serão preenchidas por pessoas indicadas pelo grupo.

“A Caixa faz parte do acordo com os partidos“, reforçou Lira. “Ainda vou ter que conversar internamente no meu partido. Os nomes serão colocados à disposição do presidente, que fará a escolha”.

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