Política

‘Lugar do Bolsonaro é na cadeia’. Políticos reagem a proposta de mandato vitalício

Parlamentares e outras lideranças da oposição usaram as redes para repercutir a proposta do Centrão de blindar o presidente após as eleições

Foto: Reprodução
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A proposta de conceder um mandato vitalício de senador para ex-presidentes, articulada pelo Centrão para blindar Jair Bolsonaro depois das eleições de 2022, foi duramente criticada por parlamentares e outras lideranças de oposição ao governo federal. O plano de proteção foi revelado nesta sexta-feira 29 e movimentou parte do debate nas redes sociais.

“Senador Vitalício é desculpa esfarrapada para quem quer fugir da prisão”, escreveu José Guimarães, deputado federal e vice-presidente do PT.

A presidenta do partido, deputada Gleisi Hoffmann, também usou as redes sociais para repudiar a proposta.

“Fim da picada a ideia de bolsonaristas de criar um cargo de senador vitalício para Bolsonaro se safar dos processos que vai ter que responder quando deixar a presidência. Ele deve ao povo brasileiro uma resposta sobre os crimes que cometeu na pandemia”, disse a deputada em seu perfil.

Ivan Valente (PSOL-SP) também tratou do tema. Para ele, é um absurdo que os políticos articulem a blindagem ao atual presidente.

“Absurdo! Isso é um escárnio, é rir da cara do povo brasileiro. Quem usou desse artifício foi o ditador Pinochet no Chile para não ser punido por seus crimes. Lugar do Bolsonaro não é no Senado, é na cadeia”, publicou o parlamentar.

Colega de partido de Valente, o historiador e cientista político Juliano Medeiros, que preside nacionalmente a legenda, também destacou a semelhança da proposta com a atitude do ditador chileno Augusto Pinochet, que se deu o cargo após deixar o comando do País.

“Sabe quem fez o mesmo? O sanguinário ditador chileno Augusto Pinochet. Não existem coincidências na política”, escreveu Medeiros.

Houve ainda quem visse no projeto do Centrão uma cortina de fumaça para esconder os recentes escândalos de Bolsonaro, como seu pedido de indiciamento pela CPI da Covid no Senado.

“O factoide do dia é falar em senador vitalício. Cortina de fumaça para esconder 600 mil mortos, inflação de 2 dígitos, fim do Bolsa Família, Orçamento Secreto, fim do teto de gastos, denúncia de vício em dinheiro público, rachadinhas… É sempre o mesmo jogo, só cai quem quer”, reagiu o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Análise semelhante fez o deputado Bohn Gass, líder da bancada do PT na Câmara: “Aviso aos navegantes: essa história de “senador vitalício” é cortina de fumaça. Tão absurda que só me ocuparei dela uma vez, agora, e para dizer: esqueçam isso”, destacou o parlamentar.

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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