Política

Internautas pedem cassação de Nikolas Ferreira após declarações em live com pastor que beijou a filha

Durante a live, ambos alertaram sobre as consequências do ‘gayzismo’ e insinuaram que partidos de esquerda na Holanda tentam legalizar relações sexuais com crianças

O deputado federal Nikolas Ferreira e o pastor Lucinho Barreto. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | reprodução
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) participou de uma live no Instagram com o pastor Lucinho Barreto, que afirma ter beijado a própria filha adolescente, em que criticaram o movimento LGBT+ e insinuam que partidos de esquerda na Holanda tentam legalizar relações sexuais com crianças de 10 anos.

Durante a transmissão, Nikolas e Lucinho discutiam sobre a necessidade de combater o ‘gayzismo’ , que supostamente levaria a onda de legalizações, como a da maconha, momento em que o pastor afirma que um partido de esquerda na Holanda tenta legalizar as relações sexuais a partir dos 10 anos.

“A gente sabe, na Holanda já tá tudo legalizado, o caminho que as coisas vão tomar. Na Holanda já tem autorização para praticar sexo com pessoas de 14 anos pra cima, só que esse partido tá tentando legalizar o sexo a partir dos 10”, destaca. “Ou seja, nós estamos para ver dias de normalização da pedofilia, de coisas horrendas”, conclui.

Nikolas responde a afirmação alegando que as supostas tentativas de legalização avançam movidas por frases que “escondem um interesse por de trás” como o mote LGBT de que ‘todo tipo de amor é valido’. Neste momento, Lucinho questiona “então Hitler estava certo? Porque se tudo pode”, ao qual Nikolas responde “sim, pois é”.

Confira o vídeo:

Nas redes, internautas subiram a hashtag ‘NikolasCassado’ após o parlamentar e o pastor relativizarem as práticas nazistas em meio aos ataques à comunidade LGBT+. O youtuber Felipe Neto classificou a live como uma atitude assustadora.

“Isso é profundamente assustador. Chupetinha fez live com o pastor, que falou que beijou a própria filha. Eles levantam o medo do ‘gayzismo’ e, em determinado momento, surge a pergunta: ‘será que Hitler tava certo?”.

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