Política
Governo anuncia fim de programa para compra de veículos e projeta 125 mil unidades vendidas
Os subsídios para a renovação de frota de caminhões e ônibus, por sua vez, ainda não foram totalmente utilizados e vão continuar
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou, nesta sexta-feira 7, o término do programa de descontos para a compra de veículos, anunciado em junho pelo governo.
Segundo o governo, a estimativa é que tenham sido comercializadas 125 mil unidades com descontos entre R$ 2 mil e R$ 8 mil para veículos de até R$ 120 mil. Desses, 95 mil foram adquiridos por pessoas físicas.
O governo anunciou recurso de R$ 500 milhões para incentivar as vendas, via crédito tributário às montadoras, e teve recurso extra de 300 milhões devido à alta demanda.
A análise do ministro Geraldo Alckmin sobre a iniciativa é positiva. “Em julho, tivemos 190 mil unidades emplacadas, e em um único dia, 30 de junho, batemos um recorde histórico, com 27 mil veículos emplacados”, declarou o ministro.
“Foi um programa focado, limitado no tempo, durante um período, tendo em vista a gravidade da situação”, completou Alckmin. “Agora temos a questão dos juros, a tendência de queda, estamos otimistas que possa cair a taxa Selic e isso vai se resolver”, completou.
O ministro não projetou uma possível continuidade do subsídio para a compra de veículos leves, e afirmou a continuidade do programa para a renovação de frota de caminhões e ônibus. “O que vai continuar é a renovação de frota, ônibus e caminhões’, afirmou. Ao contrário dos veículos leves, o crédito para veículos pesados ainda não foi utilizado em sua totalidade.
O governo disponibilizou R$ 700 milhões para caminhões e R$ 300 milhões para ônibus. Segundo dados do Ministério da Indústria, foram utilizados R$ 100 milhões do crédito para caminhões e R$ 140 milhões para os ônibus.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula celebra aprovação da reforma tributária na Câmara: ‘Um momento histórico e uma grande vitória’
Por CartaCapital
Lula confirma Celso Sabino no Turismo; conheça o novo ministro
Por André Lucena e Wendal Carmo
Haddad diz não ver espaço para ampliar programa que barateia carros populares
Por CartaCapital
Não tenho dúvidas que a aprovação da reforma tributária influenciará o Copom, diz Lira
Por CartaCapital
‘Só extremistas foram contra’, avalia Haddad após aprovação da reforma tributária na Câmara
Por CartaCapital



