Política
Em carta aos evangélicos, PT condena ‘manipulação política’ da fé
O documento foi elaborado durante o 4º Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado na segunda-feira 8
O Partido dos Trabalhadores publicou uma carta dirigida aos evangélicos na qual expressa preocupação com a disseminação de notícias falsas e com a manipulação da fé “para fins políticos ou econômicos”.
O texto foi elaborado no 4º Encontro Nacional de Evangélicos e Evangélicas do PT, realizado na segunda-feira 8 na sede do partido, em Brasília.
A agenda reuniu lideranças evangélicas, pastores, parlamentares, militantes e representantes de movimentos sociais. Também marcaram presença a primeira-dama Janja da Silva e Leila de Moraes, chefe de gabinete do advogado-geral da União, Jorge Messias.
A carta destaca pontos de convergência entre a legenda e o eleitorado evangélico, no momento em que o presidente Lula (PT) busca conquistar votos que, segundo pesquisas, tendem ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
“Manifestamos preocupação com a disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e tentativas de manipulação da fé para fins políticos ou econômicos”, diz um trecho do documento. “O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade. A religião não deve ser utilizada para dividir o povo brasileiro, mas para promover esperança, solidariedade e compromisso com o bem comum.”
No texto, o PT também estabelece conexões entre a fé cristã e a defesa da democracia e da justiça social, contemplada em pautas como fim da escala 6×1, reforma agrária e combate à fome.
Também ressalta avanços obtidos pelo segmento sob as gestões petistas, a exemplo da instituição de datas como o Dia Nacional da Música Gospel, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
“Os governos do PT nunca se opuseram às igrejas, sempre tiveram uma postura de respeito e de reconhecimento da importância e do papel da Igreja Evangélica.”
Ao formalizar o apoio à reeleição de Lula, o documento enfatiza que o “compromisso não nasce do uso eleitoral da fé”: “Compartilhamos do entendimento do próprio presidente de que não se deve ‘tirar proveito político de uma coisa sagrada’”.
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