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A explicação de Lula sobre não comparecer à Marcha para Jesus
O advogado-geral da União, Jorge Messias, representou o presidente no evento
O presidente Lula (PT) afirmou não ter comparecido à 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira 4 em São Paulo, para não tirar proveito político de uma “coisa sagrada”.
Principal adversário do petista no pleito deste ano, Flávio Bolsonaro (PL) foi ao evento e falou em “guerra espiritual”. “Maior resposta que podemos dar ao mal que vai ser expulso do governo do Brasil neste ano”, disse o senador.
Representante de Lula na Marcha, o advogado-geral da União, Jorge Messias — evangélico — intermediou uma conversa por telefone entre o presidente e o apóstolo Estevam Hernandes, organizador do ato.
“Não participo de nada religioso em época de eleição, porque não quero passar a ideia de que estou tentando ter proveito político de uma coisa sagrada”, disse Lula a Hernandes. O petista ainda afirmou estar muito feliz com a Marcha e lembrou ter sancionado, em 2009, a lei que instituiu o evento.
É a quarta vez consecutiva que Messias representa Lula na Marcha. “A minha presença, a pedido do presidente, teve um único propósito: louvar e engrandecer a Deus”, declarou o ministro.
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