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É inadmissível que líderes se comportem como se não existisse diplomacia, diz Lula no México

Na Câmara dos Deputados mexicana, o petista também indicou ser contrário à instalação de bases militares ’em torno de outros países’

Foto: Reprodução
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O ex-presidente Lula voltou a criticar a decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de deflagrar uma operação militar contra a Ucrânia. Também indicou ser contrário, porém, à instalação de bases militares “em torno de outros países”. As declarações ocorreram durante pronunciamento do petista na Câmara dos Deputados do México, nesta quinta-feira 3.

Na véspera, Lula se encontrou com presidente Andrés Manuel López Obrador na Cidade do México e discursou na 2ª Assembleia da Associação dos Legisladores do Morena e de Partidos Aliados, ocasião em que também se manifestou sobre o conflito na Ucrânia.

Nesta quinta, o ex-presidente lamentou “mais um momento da História em que países tentam resolver suas diferenças por meio de bombardeios e tiros de fuzis e metralhadoras, quando poderiam resolvê-las em uma mesa de negociações sem derramar uma única gota de sangue”.

Ele classificou como “inadmissível que em plena segunda década do século XXI alguns líderes insistam em se comportar como nossos antepassados na Pré-História, quando não existia diplomacia e a única lei em vigor era a do mais forte”. Também recorreu ao termo “inadmissível” para repudiar que “um país se julgue no direito de instalar bases militares em torno de outros países e que um país reaja invadindo outro país”.

“Se Putin tivesse pedido meu apoio para invadir a Ucrânia, diria a ele que sou e serei contra todas as guerras e contra toda e qualquer invasão de um país por outro, seja no Oriente Médio, na Europa, na América Latina, no Caribe e na África.”

Ainda no âmbito do conflito entre Rússia e Ucrânia, Lula disparou contra os “trilhões de dólares gastos em guerras recentes, antes e depois do 11 de setembro” –  quantia, segundo o petista, “suficiente para eliminar a fome no mundo e preparar o planeta para lidar melhor com as mudanças climáticas”.

O ex-presidente afirmou, por fim, defender “a paz e a soberania de cada nação diante da agressões internas” e declarou que “precisamos de um planeta saudável, livre de tragédias provocadas pelas mudanças climáticas, pelas guerras e pela desigualdade”.

Eleições 2022

Aos parlamentares mexicanos, Lula relembrou as vitórias eleitorais do PT em 2002, 2006, 2010 e 2014. Ao abordar o pleito presidencial de 2018, reforçou que “provavelmente teria ganhado a eleição”, já que liderava as pesquisas de intenção de voto até ser retirado da disputa por uma condenação na Lava Jato – anulada, em 2021, pelo Supremo Tribunal Federal.

Agora, diz Lula – que mais uma vez aparece na dianteira dos levantamentos -, “se tudo der certo e se Deus estiver pensando no povo brasileiro, haveremos de reconquistar o governo para restabelecer a democracia no nosso País”.

“Tudo faremos para que, a partir do primeiro trimestre de 2023, o Brasil volte a trilhar o caminho do desenvolvimento com inclusão social e combate a todas as formas de desigualdade”, disse o ex-presidente.

Lula não se debruçou sobre o seu programa econômico, mas tornou a criticar o andamento da privatização da Eletrobras.

“Eu já disse: empresários que vão comprar essas empresas, tomem cuidado. Se o PT ganhar as eleições, vai querer rediscutir o papel soberano do Brasil em ser dono do seu nariz e da sua energia. Somente o Estado pode levar a energia para o povo pobre.”

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