Política

Lula, no México: Putin não devia ter invadido a Ucrânia

O petista declarou ter visto ‘muitas guerras’ e criticou a invasão do Iraque pelos Estados Unidos, ‘baseada em uma grande mentira’

Foto: Reprodução
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O ex-presidente Lula afirmou, na noite desta quarta-feira 2, esperar que os envolvidos no conflito militar no leste europeu abandonem as armas e retomem as negociações diplomáticas. O petista, líder das pesquisas de intenção de voto no Brasil, está na Cidade do México, onde mais cedo se encontrou com o presidente Andrés Manuel López Obrador.

À noite, Lula participou da 2ª Assembleia da Associação dos Legisladores do Morena e de Partidos Aliados.

“Espero que os presidentes envolvidos nesse conflito, a Otan, a Ucrânia, a Rússia, o continente europeu inteiro e mais os Estados Unidos ouçam o grito aqui da Cidade do México: basta de guerra, queremos paz, trabalho, liberdade e respeito. E quem sabe a gente possa construir um mundo melhor”, discursou o ex-presidente brasileiro.

“Se o presidente Putin tivesse pedido para que a gente dissesse se ele deveria ou não invadir a Ucrânia, a gente teria de dizer que não. ‘Gaste mais uma mesa, uma hora, um dia, um mês, um ano em uma mesa de negociação. Ao invés de um tiro, vamos dar um abraço e encontrar uma solução.'”

Lula também declarou ter visto “muitas guerras” e criticou a invasão do Iraque pelos Estados Unidos, “baseada em uma grande mentira de que o Iraque tinha armas químicas”. O petista relembrou que “houve a guerra, matança, destruição, Saddam Hussein foi preso dentro de um buraco e quem pagou o preço da ignorância foi o povo pobre, trabalhador e que não queria guerra”.

Sobre o encontro com López Obrador, Lula afirmou ter sido “uma honra conversar um pouco sobre os problemas e o futuro do México”.

“E quero dizer que eu saio daqui com a certeza de que, finalmente, o México se reencontrou com a tradição revolucionária do seu povo e será um país decisivo nas mudanças que o mundo precisa que aconteçam no futuro”, completou.

CartaCapital
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