Política

Doria rebate ironia de Bolsonaro sobre a Coronavac: ‘Brinca de ser presidente’

Governador de São Paulo também cobrou início da vacinação imediatamente após a liberação do imunizante pela Anvisa

João Doria e Jair Bolsonaro. Fotos: Alan Santos/PR e Divulgação/Governo de São Paulo
João Doria e Jair Bolsonaro. Fotos: Alan Santos/PR e Divulgação/Governo de São Paulo
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O governador de São Paulo, João Doria, rebateu nesta quarta-feira 13 uma declaração irônica do presidente Jair Bolsonaro sobre a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac. Segundo o tucano, Bolsonaro “brinca de ser presidente”.

“Lamentável a declaração do presidente Bolsonaro sobre a vacina do Butantan. Ao invés de comemorar o fato de o Brasil ter um imunizante seguro e eficaz para combater a pandemia, ele ironiza a vacina. Enquanto brasileiros perdem vidas e empregos, Bolsonaro brinca de ser presidente”, escreveu Doria nas redes sociais.

Mais cedo, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro recorreu à ironia para comentar os resultados dos testes clínicos do imunizante.

“Essa de 50% é uma boa?”, respondeu o presidente a um apoiador que o questionou sobre a Coronavac, cuja taxa global de eficácia é de 50,38%.

“O que eu apanhei por causa disso. Agora estão vendo a verdade. Estou há quatro meses apanhando por causa da vacina. Entre eu e a vacina tem a Anvisa. Eu não sou irresponsável. Não estou a fim de agradar quem quer que seja”, acrescentou.

Início imediato da imunização

Em entrevista coletiva concedida nesta tarde no Palácio dos Bandeirantes, Doria afirmou que a Coronavac deve ser disponibilizada à população imediatamente após a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que deve ser oficializada no próximo domingo 17. O governador paulista destacou que se trata de uma questão humanitária.

“A vacina do Butantan atende plenamente. E atendendo plenamente ela deve ser colocada imediatamente após a aprovação da Anvisa para a vacinação dos brasileiros”, declarou o tucano.

“Aproveito para dizer aqui para desejar, esperar que a Anvisa cumpra o seu dever científico, mas cumpra também seu dever humanitário no próximo domingo. E libere as duas vacinas, a vacina da Astrazeneca e a vacina do Butantan”, finalizou Doria.

Leonardo Miazzo

Leonardo Miazzo Editor do site de CartaCapital. Twitter: @leomiazzo

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