Doria ironiza possível candidatura de Aécio à presidência: ‘O fracasso subiu à cabeça’

À CNN, O governador de São Paulo reafirmou a intenção concorrer ele próprio ao cargo

O governador João Doria (PSDB). Foto: GOVSP

O governador João Doria (PSDB). Foto: GOVSP

Política

Em entrevista nesta segunda-feira 19 à CNN Brasil, João Doria rebateu as críticas de Aécio Neves sobre possível candidatura à presidência pelo PSDB. O governador de São Paulo confirmou sua intenção concorrer ele próprio ao cargo pelo partido.

Para Aécio, o nome de Dória isolaria o PSDB e que poderia levar o partido a um estado de nanismo, encolhendo as bancadas representativas na Câmara e no Senado.

O governador paulista reprovou a postura do colega. “O fracasso subiu à cabeça. Aécio não gosta de eleição, gosta de conchavão, para prejudicar o Brasil e atender apenas aos interesses da eleição e seus interesses pessoais”.

Doria ainda afirma que o deputado não quer nenhum candidato do PSDB, e sim que o fundo eleitoral fique a disposição dele mesmo. “Naniquizar foi o que ele fez após a sua derrota em pedir propina para um grande empresário brasileiro e está sofrendo hoje oito processos no Supremo Tribunal Federal”. O governador ainda lamentou a presença de Aécio no partido e disse que ele deveria ter tido a dignidade e pedido para sair.

Na semana passa, em entrevista ao mesmo veículo, o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que, apesar de acreditar em uma “terceira via” para a corrida para o Palácio do Planalto em 2022, o candidato deve ser o “melhor posicionado para vencer as eleições”, e não necessariamente um nome do PSDB, criticando uma possível candidatura do governador de São Paulo, nome que para ele pode levar o partido “ao isolamento” caso seja, de fato, a escolha da sigla para a corrida eleitoral.

“Adoraria ter um candidato do PSDB, mas se o candidato em melhor condições estiver fora do partido, temos que ter o desprendimento, a generosidade e o patriotismo de apoiar essa candidatura” disse Aécio.

Para ele, a insistência em Doria como nome possível do partido fará com que o projeto nacional se submeta a uma lógica regional. “Tenho feito uma oposição a uma candidatura interna que nos levaria ao isolamento absoluto, que é a candidatura do governador de São Paulo”, disse.

“Doria perdeu as condições a reeleição em São Paulo e quer construir um palanque para o vice-governador, um homem correto, de bem, em São Paulo. O preço disso é muito alto. Pode ser o esfacelamento do PSDB inclusive no futuro”.

Na entrevista, Doria também comentou sobre as declarações de Bruno Araújo, presidente do partido, de que o PSDB poderia abrir não da candidatura à presidência para possibilitar a existência de uma “terceira via”.

“Desde que o PSDB foi criado, ele sempre teve um candidato à presidência da República. E não é em 2022 que deixará de ter. Mas também nós estaremos dispostos em dialogar e conversar com diversos partidos do centro democrático, ou polo democrático, que será capaz de dialogar à direita e à esquerda, mas terá a dignidade, a grandeza, de ficar distante dos extremistas. Falar em ceder antes das prévias é precipitado”, disse o governador.

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Repórter do site de CartaCapital

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