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Dor sem-fim

Cinco anos após o desastre de Brumadinho, o Brasil continua com regras frouxas e falha na fiscalização das empresas

Imprópria. O Instituto de Gestão das Águas de Minas Gerais desaconselha a captação no Rio Paraopeba, ainda hoje contaminado com metais pesados dos rejeitos de mineração. A regeneração completa do ecossistema local pode demorar décadas – Imagem: Felipe Werneck/Ibama e iStockphoto
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Paraíso dos agrotóxicos, cemitério de pneus usados, laboratório para sementes transgênicas. Na contramão do desejo brasileiro de ser uma liderança ecológica global, essas são algumas das merecidas alcunhas que o País acumulou ao longo das últimas décadas por conta da frouxidão do Poder Público em fiscalizar e punir determinadas práticas nocivas do ponto de vista socioambiental. No mês em que se completam cinco anos do rompimento da barragem Córrego do Feijão, tragédia que causou a morte de 270 habitantes da cidade mineira de Brumadinho, o Brasil ainda tenta livrar-se de outra pecha: ser o país do vale tudo para barragens de mineração.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração, existem 927 barragens espalhadas de Norte a Sul do País, sendo 461 de grande porte. Nesse subgrupo, 149 barragens são consideradas de médio ou alto risco. É assustador, sobretudo, para as dezenas de milhares de pessoas que vivem no entorno desses empreendimentos e que, na maioria dos casos, têm pouca ou nenhuma informação sobre algo que pode ser uma bomba-relógio.

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