Política

Divulgar vídeo de reunião é “atentado à segurança nacional”, diz Heleno

General protestou contra reivindicação de que gravação seja levada a público

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. Foto: José Cruz/Agência Brasil (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno. Foto: José Cruz/Agência Brasil (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, protestou contra a divulgação do vídeo com o registro da reunião interministerial citada nas acusações do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, ao presidente Jair Bolsonaro.

Em sua rede social, Heleno acusou o pedido de divulgação de falta de patriotismo. A defesa de Moro reivindica que a gravação seja levada a público.

“Pleitear que seja divulgado, inteiramente, o vídeo de uma reunião ministerial, com assuntos confidenciais e até secretos, para atender a interesses políticos, é um ato impatriótico, quase um atentado à segurança nacional”, escreveu Heleno, na internet.

 

Para os advogados de Moro, o vídeo deve ser divulgado na íntegra não contém segredos de estado e nem causa riscos à segurança nacional. A defesa do ex-juiz da Operação Lava Jato encaminhou o pedido ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Está nas mãos dele a decisão de tornar público o conteúdo.

Fontes que tiveram acesso ao vídeo sustentam que a gravação prova que Bolsonaro pediu a troca na chefia da Polícia Federal no Rio de Janeiro para proteger a sua família. O presidente da República nega que tenha citado a expressão “Polícia Federal na reunião”. Em depoimento à PF, o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, afirmou que não ouviu Bolsonaro falar em troca na superintendência da PF no Rio.

A filmagem foi exibida em Brasília, nesta terça-feira 12, a representantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Advocacia-Geral da União (AGU) e ao próprio Sérgio Moro.

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