Justiça
Deputado republicano dos EUA manda carta a Moraes e pede resposta em até 10 dias
O documento também chegou às presidências do STF, do TSE, da Câmara e do Senado
O deputado dos Estados Unidos Chris Smith enviou uma carta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na qual diz ter recebido “relatos alarmantes” de perseguição política, falta de liberdade de expressão e má conduta judicial no Brasil.
A correspondência também chegou aos gabinetes dos presidentes do STF, Luís Roberto Barroso; do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia; da Câmara, Arthur Lira (PP-AL); e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
No documento, Smith – presidente do Subcomitê de Direitos Humanos da Comissão de Relações Exteriores da Casa dos Representantes – alega terem sido constatadas graves violações de direitos humanos por parte do governo brasileiro.
O congressista ainda fez sete questionamento a Moraes, principal alvo dos bolsonaristas, que o acusam de violações à liberdade de imprensa e à imunidade parlamentar, além de uma suposta invasão da jurisdição dos Estados Unidos. Smith disse esperar uma resposta do magistrado brasileiro em até dez dias.
Grande parte das alegações foi apresentada ao parlamentar em uma audiência em maio. O evento contou com a participação de expoentes da extrema-direita brasileira, a exemplo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), do blogueiro Allan dos Santos e do ex-deputado Deltan Dallagnol.
“Depoimentos apresentados na audiência forneceram fatos e evidências e desenharam um quadro profundamente perturbador do estado da democracia e dos direitos humanos no Brasil”, diz um trecho da carta. “Você solicitou dados ou emitiu ordens contra empresas ou indivíduos que não estão sob sua jurisdição geográfica?”, questiona o republicano em um dos pontos.
Alexandre de Moraes ainda não se manifestou sobre o documento.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
8 de Janeiro: STF impõe 17 anos de prisão a golpista que quebrou relógio histórico
Por CartaCapital
Ministros do STF estão legitimados por 100 milhões de votos, diz Toffoli
Por CartaCapital
Saída de Campos Neto do Banco Central devolverá ‘normalidade’ ao Brasil, diz Lula
Por CartaCapital



