Depois de se entregar à Polícia, Zé Trovão pede liberdade ao STF

O pedido deve ser analisado pela PGR e seguir para decisão do Supremo

O caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão. Foto: Reprodução

O caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão. Foto: Reprodução

Justiça,Política

Um dia depois de se entregar à Polícia Federal, em Joinville (SC), o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, entrou com um pedido de soltura no Supremo Tribunal Federal. A informação foi publicada em nota pelos advogados do caminhoneiro, nesta quarta-feira 27.

 

 

De acordo com a defesa, houve uma audiência de custódia por videoconferência às 14h, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Na reunião, o caminhoneiro foi ouvido pelo desembargador Airton Vieira.

A nota diz que, na audiência, ficou convencionado que a defesa apresentaria pedido de liberdade, que seria previamente apreciado pela Procuradoria-Geral da República e posteriormente levado para decisão do STF.

“A defesa informa que já protocolizou pedido de liberdade e aguarda um pronunciamento do ministro Alexandre de Moraes, para os próximos dias”, escreveram os advogados Elias Mattar Assad e Thaise Mattar Assad.

Zé Trovão está na mira do STF desde 20 de agosto, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada por Moraes, no âmbito do inquérito que apura atos contra as instituições democráticas. O caminhoneiro é descrito como um dos organizadores de protestos do 7 de Setembro, que incitaram movimentos pelo fechamento do STF e do Congresso Nacional.

Em 3 de setembro, Moraes determinou a prisão preventiva de Zé Trovão. Porém, o caminhoneiro ficou foragido e chegou a pedir asilo político ao México. Em decisão posterior, Moraes manteve a ordem de prisão.

Ao se entregar à Polícia, Zé Trovão declarou que “está ao dispor da Justiça para provar sua inocência”.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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