Datafolha: Lula venceria Bolsonaro no 2º turno com 56% dos votos contra 31%

O agravamento da crise política, indica a pesquisa, não alterou o quadro da disputa presidencial de 2022

Datafolha: Lula venceria Bolsonaro no 2º turno com 56% dos votos contra 31%

Política

Dados da pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 13 a 15 de setembro, revelam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua mantendo larga vantagem sobre o atual presidente Jair Bolsonaro na corrida eleitoral para 2022.

Os números sugerem, entretanto, que a ascensão de Lula na intenção de votos parece ter estagnado, assim como a queda da popularidade de Bolsonaro.

No primeiro turno, Lula em média 44% das intenções de voto. Bolsonaro, 26%. Ciro Gomes, o candidato do PDT, segue em terceiro com 9% das intenções de voto. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. 

A pesquisa também não apontou melhora no desempenho do candidatos que integram os pelotões inferiores, o que desanima os entusiastas da terceira via. 

Em um cenário mais aberto, os nomes ventilados pelos partidos recentemente seriam: o apresentador José Luiz Datena  (PSL, 4%), a senadora Simone Tebet (MDB, 2%), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM, 1%), e o ex-ministro Aldo Rebelo (sem partido, 1%). O senador Alessandro Vieira (Cidadania), que como Tebet tenta a sorte a partir do palanque obtido na CPI da Covid, não pontuou.

2º turno

Previsões para o segundo turno também colocam o petista à frente de Bolsonaro. Lula bate Bolsonaro por 56% a 31%. Em julho a previsão era de 58% a 31%. 

Em um cenário sem o atual presidente, Doria perderia de Lula por 55% a 23% (56% a 22% em julho) e Ciro, por 51% a 29%. 

 

A intenção de voto de Ciro Gomes permanece o mesmo das últimas três eleições em que disputou. 

Lula tem suas maiores vantagens entre os mais pobres (até 34 pontos sobre Bolsonaro), menos educados (31 pontos), jovens (29 pontos) e mulheres (25 pontos).

Já o presidente tira sua força dos mais ricos (42% a 23% de Lula) e, principalmente, no eleitorado evangélico. Sua base de apoio desde a campanha de 2018, o grupo que soma 26% da amostra populacional dá a ele 38% a 34% contra o petista numa simulação e 36% a 32% em outra.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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