Justiça

CPI do Crime Organizado rejeita relatório final e encerra trabalhos 

O parecer que pedia o indiciamento de ministros do STF e do PGR foi derrotado após mudança na composição do colegiado

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CPI do Crime Organizado rejeita relatório final e encerra trabalhos 
A CPI do Crime Organizado encerrou os trabalhos sem uma conclusão. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
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A CPI do Crime Organizado no Senado rejeitou nesta terça-feira 14, por 6 votos a 4, o relatório final apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), encerrando os trabalhos do colegiado sem um desfecho formal.

O parecer, que tinha mais de 200 páginas, propunha o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade. Também sugeria medidas estruturais no combate ao crime organizado, incluindo a possibilidade de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Nenhum outro personagem foi citado no relatório final, mesmo com o escopo da CPI abrangendo organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho, bem como milícias e grupos paramilitares.

A votação ocorreu horas depois de uma alteração na composição da CPI, que retirou dois senadores da oposição e incluiu dois alinhados ao governo. A mudança redesenhou a correlação de forças no colegiado e foi decisiva para o resultado.

Com a nova configuração, a base governista consolidou maioria suficiente para derrotar o relatório na última sessão da comissão.

Próximos passos

Com a derrota do relatório, deixam de avançar, no âmbito da CPI, os pedidos de indiciamento das quatro autoridades mencionadas. Como comissões parlamentares não têm poder de acusação direta, o envio do relatório aprovado seria necessário para formalizar recomendações a órgãos como o Ministério Público.

Sem a aprovação, o texto passa a ter caráter apenas individual, vinculado ao relator, sem efeito institucional.

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