Política

Com Bolsonaro atrás nas pesquisas, Flávio reclama de falta de dinheiro para a campanha do pai

Segundo indica o senador, há risco do ex-capitão não ter como pagar as contas caso seja necessário um segundo turno

Em pronunciamento, o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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Flávio Bolsonaro (PL) reclamou nesta terça-feira 13 que a campanha do pai, Jair Bolsonaro (PL), está ficando sem dinheiro após receber doações abaixo do esperado. A 20 dias do primeiro turno, o senador disse ao jornal O Globo que os recursos – mais de 21 milhões de reais, segundo consta no site do Tribunal Superior Eleitoral – estão se esgotando. Segundo a publicação, há risco do ex-capitão não ter como pagar as contas de campanha caso seja necessário um segundo turno.

“O dinheiro que aguardávamos que viesse com as arrecadações estão sendo realizadas de forma muito lenta ainda”, reclamou. “Isso atrapalha muito”.

Apesar da reclamação de Flávio, o PL dispõe de 312 milhões de reais de fundo nestas eleições e destinou mais de 11 milhões ao ex-capitão. Vale registrar ainda que Bolsonaro recebeu, até aqui, 10,8 milhões de doações de pessoas físicas, a maior arrecadação de um candidato ao Planalto, segundo registra o site do TSE.

Responsável por coordenar a campanha de Jair, Flávio alega que não está conseguindo arcar com os custos de todas as viagens que entende como necessárias para a reeleição de seu pai. Ele alega que esta falta de apoio financeiro por parte de aliados seria ‘um ponto crítico’ da campanha e insinua ser esse o motivo do baixo desempenho do ex-capitão nas pesquisas eleitorais.

“Fazemos conta para ver quanto custa o deslocamento do presidente de um lugar para o outro. Poderíamos estar com uma força muito maior, com capilaridade muito maior com os candidatos do PL a deputado federal e estadual com mais recurso para fazer a campanha e levando o nome do Bolsonaro. Isso não está acontecendo porque não tem recurso”, alega. “Esse é sim um ponto crítico da nossa campanha”.

Responsável por administrar os 312 milhões de recursos públicos, Valdemar Costa Neto, que comanda o PL, também alega ‘dificuldade muito grande’ para bancar as campanhas da sua sigla.

“Nós temos esse quadro hoje, a dificuldade é muito grande. Se nós não tivermos doações, vamos passar um aperto muito grande”, diz o político em vídeo publicado em suas redes sociais. “As doações são muito importantes para nós. O dinheiro que vem do fundo não é suficiente”.

Ao jornal, porém, ele minimizou a suposta falta de dinheiro para Bolsonaro. Segundo Valdemar, o presidente ‘gasta pouco’ e por isso não considera que o valor repassado seja insuficiente. “O nosso grande problema está aqui, federal, estadual e senador. Presidente da República até hoje não deu problema para nós, e se Deus quiser não vai dar porque o Bolsonaro não é de gastar”.

Também na reportagem, fontes da campanha do ex-capitão reclamaram de forma reservada sobre os mais de 21 milhões de reais à disposição. Segundo disseram, o montante não é suficiente para arcar com um fotógrafo oficial ou impulsionamento nas redes sociais. Há ainda, segundo estes integrantes, dificuldades financeiras para imprimir adesivos para carros e bandeiras.

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