Política

Bolsonaro volta a defender liberação de armas: ‘É a garantia da vida dos cidadãos de bem’

O ex-capitão também proferiu diversos ataques a Lula durante seu discurso em evento de regularização fundiária em Goiás

Foto: Reprodução
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou, nesta quarta-feira 20, a defender a liberação desenfreada de armas de fogo no Brasil. Segundo disse, durante um evento de regularização fundiária em Goiás, ter armas seria a ‘garantia de vida para cidadãos de bem’ no Brasil. Em seguida, atacou o ex-presidente Lula (PT) por defender uma política desarmamentista.

“O Brasil é um país cristão. Nós somos contra o aborto, contra ideologia de gênero, defendemos a família, a propriedade privada e queremos armas de fogo para o cidadão de bem”, iniciou Bolsonaro, elencando suas principais bandeiras conservadoras.

Em seguida, focou em tratar da defesa do armamento: “Todos vocês, cidadãos de bem, sabem que a arma, em especial no local mais distante, é a garantia da vida de vocês. Não se esqueçam: povo armado jamais será escravizado”, vociferou.

Por fim, voltou a atacar Lula por adotar uma política desarmamentista em seu plano de governo: “Tem um ladrão por aí que vive dizendo que sonha em voltar a desarmar o seu povo.”

Esse não foi o único ataque de Bolsonaro ao petista durante sua passagem por Goiás. Minutos antes, Bolsonaro o chamou de ‘inimigo da nação’.

“Nós não somos como a esquerda, que esconde fatos e fotos, nós mostramos a realidade. Entre nós aqui, sabemos quem é o inimigo da nação. O inimigo da nação não veste verde e amarelo, veste vermelho e tem na sua bandeira uma foice e um martelo”, destacou Bolsonaro.

O ex-capitão voltou ainda a tocar no tema eleições, desta, porém, sem citar as acusações de fraude no pleito que costuma fazer ao se referir ao assunto. Segundo defendeu, a disputa eleitoral deste ano será uma oportunidade para ‘melhorar’ os Poderes em Brasília.

“Não se esqueçam de uma coisa: quem se eleger presidente no corrente ano, no ano que vem indica dois ministros do Supremo Tribunal Federal. No Brasil temos três Poderes e todos eles, sem exceção, podem ser melhorados”, disse antes de alegar não ter ido ao local ‘falar de política’.

A declaração, ainda que tenha um tom mais ameno, retoma indiretamente os ataques feitos ao STF e aos ministros da Corte, em especial, próximos a setembro de 2021, quando extremistas pediam a destituição dos integrantes do tribunal. Na ocasião, em tom bem mais direto e inflamado, Bolsonaro chegou a insinuar uma ação contra a Corte, tendo colocado inclusive blindados para circularem na Esplanada em Brasília no dia que o Congresso analisaria o PL do voto impresso.

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