Justiça

Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o começo da prisão domiciliar, diz Moraes

O ministro citou as visitas recebidas para rejeitar a tese de que a proibição temporária das visitas acarretariam na incomunicabilidade do ex-presidente

Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o começo da prisão domiciliar, diz Moraes
Bolsonaro recebeu 185 visitas desde o começo da prisão domiciliar, diz Moraes
Jair Bolsonaro conversa com jornalistas momentos após a colocação de tornozeleira eletrônica em Brasília – Foto: Evaristo Sá/AFP
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já recebeu 185 visitas desde que começou a cumprir sua pena de 27 anos e 3 meses de prisão em casa, em 27 de março deste ano. O número foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em uma decisão que impôs novas restrições ao ex-capitão.

Segundo Moraes, as visitas foram dividias da seguintes forma:

  • 31 visitas de seus filhos Flávio (18), Carlos (11) e Jair Renan (2);
  • Uma visita de Flávio com sua nora e netas;
  • 70 visitas de seus médicos particulares Brasil Ramos Caiado, Alexandre Firmino Paniago e Cláudio Augusto Vianna Birolini, que estão autorizados para comparecimento permanente sem necessidade de prévias autorizações judiciais;
  • 17 visitas de seu fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, que está autorizado a realizar as sessões de fisioterapia três vezes por semana;
  • 2 visitas pontuais de prestadores de serviços: um cabeleireiro e uma funcionária de um cartório; e
  • 64 visitas dos advogados, que estão autorizados para comparecimento, nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional.

Além disso, o ex-presidente recebeu seis visitas pontuais de prestadores de serviços para a residência.

O ministro citou as visitas recebidas por Bolsonaro, além do convívio diário com sua esposa e filha, ao classificar como “patética” a alegação de que restrições temporárias de visitas por descumprimento de medidas cautelares acarretariam na incomunicabilidade do ex-presidente

No despacho em que determinou que Bolsonaro terá todas as visitas suspensas por 30 dias e será proibido de divulgar “manifestos político-eleitorais”, o ministro destacou que os benefícios da prisão domiciliar humanitária não podem “acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais, inclusive por seus advogados”.

A citação específica aos advogados acontece pois senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de filho, também está inscrito como advogado do ex-capitão. Ele, que realizou uma transmissão ao vivo onde leu uma “carta aos brasileiros” escrita pelo pai, está proibido de realizar visitas por 90 dias.

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