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Bolsonaro precisa de ‘milagre’ para chegar ao 2º turno, porque não tem legado a apresentar, diz Aldo Fornazieri

A CartaCapital, o cientista político afirma ver o ex-capitão a caminho do ‘piso’, não do ‘teto’ das intenções de voto

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Nelson Almeida/AFP
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Nelson Almeida/AFP
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O presidente Jair Bolsonaro não tem “musculatura” suficiente para avançar ao 2º turno das eleições deste ano. Se, de alguma forma, chegar a essa etapa da disputa, já será “um ganho, um milagre, porque ele não tem legado a apresentar”. A análise é de Aldo Fornazieri, doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo e colunista de CartaCapital.

Em entrevista ao canal?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen> de CartaCapital no YouTube, Fornazieri afirmou que na campanha eleitoral o ex-capitão não terá “realização, grandes obras ou grandes exemplos” a exaltar, apenas “a destruição do País”.

“O Bolsonaro tem um piso em torno de 12% a 15% [do eleitorado] e um teto em torno de 25%. Para mim, ele tende mais a caminhar para o piso do que se manter no teto. O que o Bolsonaro tem para apresentar na campanha? Nada. Ele será destroçado”, disse o cientista político. “Ele pode ir para o 2º turno, mas terá muita dificuldade para isso”.

Fornazieri avalia que nem o Auxílio Brasil de 400 reais tem potencial para reverter os danos à imagem do presidente. Isso porque “boa parte” do benefício “já foi comida pela inflação, então não é uma sensação de ganho”. A inflação brasileira fechou 2021 em 10,06%, a maior desde 2015 e a 3ª mais alta entre os países do G-20.

Por tudo isso, prossegue o especialista, Bolsonaro se converte cada vez mais em “um peso eleitoral”.

“Veja os caras do Centrão do Nordeste. Quando você percebe que o Bolsonaro lhe faz perder voto para deputado, senador ou governador, ele vai ter apoio no Nordeste? Claro que não. Alguns vão permanecer neutros e outros vão apoiar Lula, que é forte no Nordeste”, projetou Fornazieri, que ainda mencionou “atritos” entre o presidente e representantes das Forças Armadas, como o recente embate com o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o contra-almirante Antonio Barra Torres.

Os episódios, diz Fornazieri, “demonstram o desgaste dele [Bolsonaro] junto a boa parte dos oficiais, que não quer que as Forças Armadas se metam em política – parte dos querem está se deslocando para o Moro, como [o general] Santos Cruz”.

Assista à íntegra da entrevista:

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Leonardo Miazzo

Leonardo Miazzo
Editor do site de CartaCapital. Twitter: @leomiazzo

Getulio Xavier

Getulio Xavier
Repórter do site de CartaCapital

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