Política

Bolsonaro: ‘Eu vou indicar para o Supremo quem toma cerveja comigo’

‘Não basta ter um bom currículo. Tem que falar a minha linguagem’, disse o presidente em viagem a Chapecó (SC)

O presidente da República Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
O presidente da República Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
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O presidente Jair Bolsonaro chegou a Chapecó (SC) nesta sexta-feira 25 para, entre outras coisas, participar de uma motociata na cidade, a exemplo do que fez no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O município catarinense vive um delicado momento em meio ao avanço da Covid-19. Segundo dados atualizados pela própria prefeitura nesta sexta, 96% dos leitos de UTI da rede pública estão ocupados. Mesmo assim, Bolsonaro convoca seus apoiadores a participar da motociata.

Em discurso nesta noite durante evento com empresários, Bolsonaro negou irregularidades na negociação pela vacina indiana Covaxin, atacou a imprensa e voltou a defender o fim das medidas de distanciamento social. Ele também reforçou que indicará ao Supremo Tribunal Federal, como substituto do decano Marco Aurélio Mello, um “evangélico, mas com notório saber jurídico”.

“Eu vou indicar para o Supremo quem toma cerveja comigo. É o critério da confiança, da lealdade mútua. Não basta ter um bom currículo, mas tem que falar a minha linguagem. Quero que defendam no Supremo as questões econômicas e familiares”, acrescentou. O mais cotado, neste momento, é o advogado-geral da União, André Mendonça.

Na sequência, voltou à ofensiva contra o ex-presidente Lula, que aparece em vantagem nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência. Nesta sexta, levantamento Ipec indicou que, se o pleito fosse realizado hoje, o petista venceria em 1º turno.

“Quando se fala naquele cara… Tiraram ele da cadeia, tornaram o cara elegível, com toda a certeza para ser presidente. Na fraude, com essa votação, com esse critério eletrônico, ele pode chegar. Mas com voto auditável ele não chega”, insistiu.

Bolsonaro também disse que não há corrupção do governo nas tratativas pela Covaxin e que as acusações demonstram “desespero”.

“Por Deus que está no céu, eu me policio o tempo todo. Só Deus me tira daqui. Tapetão por tapetão, sou mais o meu”, ameaçou.

Leonardo Miazzo

Leonardo Miazzo Editor do site de CartaCapital. Twitter: @leomiazzo

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