Bolsonaro diz que auxílio emergencial “não dá para continuar muito”

Presidente afirmou que 'a economia tem que funcionar' e voltou a criticar governadores por medidas de isolamento

O presidente Jair Bolsonaro. Foto:  Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR

Política

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que “não dá para continuar muito” o pagamento do auxílio emergencial de 600 reais, porque considera que o custo é alto para os cofres públicos. A declaração ocorreu nesta quarta-feira 5, no Palácio da Alvorada, em Brasília, durante conversa com apoiadores.

Bolsonaro respondia a um apoiador que o agradeceu pelo benefício. O presidente assegurou o pagamento da 4ª e da 5ª parcela, mas não prometeu a continuidade do programa. Além disso, reclamou de governadores que ainda não flexibilizaram o isolamento social.

“Não dá para continuar muito, porque, por mês, custa 50 bilhões de reais. A economia tem que funcionar. E alguns governadores temem ainda em manter tudo fechado”, disse o chefe do Palácio do Planalto. Na ocasião, ele estava acompanhado do atleta José Aldo.

 

O auxílio de 600 reais passou a ser oferecido em abril deste ano, como forma de socorrer trabalhadores informais e desempregados durante a pandemia do novo coronavírus. Inicialmente, o governo federal queria pagar apenas 200 reais por mês.

Na época, a proposta do Palácio do Planalto para o auxílio emergencial foi criticada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), devido ao valor irrisório. Com pressão do Congresso Nacional, o valor do benefício foi ampliado, com previsão de três meses.

Em junho, Bolsonaro defendeu que o valor do benefício fosse reduzido no período de prorrogação. No entanto, o governo federal acabou aprovando mais duas parcelas com o mesmo valor.

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