Bolsonaro admite que teme ser preso após deixar a Presidência

Em entrevista, o presidente ainda afirmou que só decidirá se será candidato à reeleição em março do ano que vem

Foto: Reprodução/YouTube

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Política

O presidente Jair Bolsonaro tentou explicar, nesta segunda-feira 30, a afirmação de que vê três opções para o seu futuro: “estar preso, ser morto ou a vitória”. Em entrevista à Rede Fonte de Comunicação, de Goiás, ele disse que “está uma pressão muito grande”.

 

 

Aos jornalistas, Bolsonaro ainda afirmou que só decidirá se será candidato à reeleição em março do ano que vem.

“Quando a gente fala de voto impresso, passou a ser crime. Tratamento precoce passou a ser crime. E o ministro Alexandre de Moraes me botou no Inquérito das Fake News. Eles querem aguardar um momento para me aplicar uma sanção restritiva, quem sabe quando eu deixar o governo, lá na frente. Não pode um ministro apenas ser o dono do inquérito. Se quer fazer isso comigo, imagine o que estão fazendo com outras pessoas”, declarou o presidente.

Ao comentar os preparativos para as manifestações governistas de 7 de setembro, o mandatário omitiu o fato de que políticos bolsonaristas e ele próprio estimulam a mobilização e classificou o ato como “espontâneo”.

“Eles vão com as cores da bandeira do Brasil e questionando, colocando para fora seus sentimentos, o que é salutar, é previsto na Constituição. Essas pessoas são pacíficas, ordeiras, trabalhadoras que querem o melhor para o País. A grande pauta vai ser a liberdade de expressão. Não pode uma pessoa do STF e uma do TSE se arvorarem como as donas do mundo e que tudo decidem no tocante a esse campo. Não podemos admitir um deputado federal preso, não interessa o que ele falou, bem como um jornalista preso e um presidente de partido preso”, acrescentou.

Na manifestação, prosseguiu Bolsonaro, “muitos vão falar do voto impresso auditável com contagem pública”. Outro alvo dos bolsonaristas nos protestos será a CPI da Covid, que, segundo o presidente, “foi feita para desgastar o governo”. O chefe do Executivo nacional também tornou a defender o uso de medicamentos sem qualquer eficácia contra a Covid-19.

“Não acharam absolutamente nada [no caso Covaxin]. Aí foram em cima do negócio da hidroxicloroquina, que deu certo comigo. E foram para o lado de que eu sou curandeiro, um charlatão. Foram também para a história do gabinete paralelo, porque eu converso com muita gente, não só do governo”, completou.

Apesar das alegações de Bolsonaro, ele é alvo de um inquérito que apura possível prevaricação no episódio da compra da vacina indiana.

 

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