Política

‘Achei positiva’, diz Alckmin sobre declaração de Lula em defesa de chapa

Nesta semana, o petista, líder das pesquisas de intenção de voto, afirmou que ‘não existe nenhum problema’ na aliança

O ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT). Foto: Ricardo Stuckert
O ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT). Foto: Ricardo Stuckert
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O ex-tucano Geraldo Alckmin aprovou a declaração de Lula (PT) sobre uma possível aliança entre os dois para as eleições presidenciais deste ano. Na última quarta-feira 19, o petista defendeu a formação da chapa.

“Achei positivo, bom”, disse o ex-governador de São Paulo à Folha de S.Paulo em uma padaria da capital paulista nesta sexta-feira 21.

Há dois dias, Lula afirmou que “não existe nenhum problema” na composição da chapa.

“Nós vamos construir um programa de interesse para a sociedade brasileira. Não abro mão de que a prioridade é o povo brasileiro. Espero que o Alckmin esteja junto, sendo vice ou não sendo vice, porque me parece que ele se definiu em fazer uma oposição não apenas ao Bolsonaro, mas ao ‘dorismo’ aqui em São Paulo”, declarou o ex-presidente, líder das pesquisas de intenção de voto, em entrevista a sites e blogs progressistas.

Alckmin tem em sua mão convites de filiação apresentados pelo PSB e pelo Solidariedade.

Na quinta-feira 20, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, reforçou o apoio à candidatura de Lula. “Temos de estar à altura do momento político”, disse a jornalistas após reunião com lideranças petistas. O grande entrave, porém, envolve a formação de uma federação entre as duas legendas, o que levaria à necessidade de candidaturas únicas a governos estaduais, por exemplo. O principal foco de discussões entre PT e PSB continua a ser a eleição em São Paulo.

Os petistas não abrem mão de lançar Fernando Haddad, que aparece na liderança de pesquisas sem Alckmin. O PSB, por outro lado, quer Márcio França no páreo.

Pesquisa PoderData divulgada na quinta 20 indica que Lula mantém folgada liderança da corrida rumo à Presidência em outubro. Ele aparece com 42% das intenções de voto – todos os adversários, somados, chegam a 45%, o que indica possibilidade de vitória do petista no 1º turno.

As projeções de 2º turno indicam vitória de Lula em qualquer cenário:

  • contra Bolsonaro, por 54% a 32%;
  • contra Moro, por 49% a 26%;
  • contra Ciro, por 47% a 19%;
  • e contra Doria, por 48% a 16%.

CartaCapital
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