

Colunas
O Brasil pode se tornar o grande protagonista mundial da sustentabilidade
Defender a agenda ESG é uma ganha-ganha para o nosso país. Que o próximo governo possa capitalizar esse nosso potencial
A afirmação do primeiro ministro da Noruega – após a vitória de Lula da Silva – de que o país irá reativar o Fundo Amazônia confirma algo que já comentamos aqui: o Brasil tem o potencial de ser o grande protagonista mundial na agenda da sustentabilidade.
Esse protagonismo decorre, principalmente, de termos o ativo mais valioso do mundo: a floresta amazônica, que, além de sua contribuição como reservatório de carbono e fornecedora de água, contém mais da metade da biodiversidade do mundo, ou seja, detém um potencial para desenvolvimento de biotecnologia inimaginável. Por esse motivo, como se costuma dizer: a floresta vale mais em pé do que derrubada.
Do mesmo modo, em termos de matriz energética, o Brasil se encontra em situação igualmente privilegiada devido à disponibilidade de recursos naturais e à geografia do país, que propicia a geração de energia hidráulica, eólica, solar, entre outras. Já tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e podemos evoluir ainda mais.
Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade de assumir uma posição de grande destaque. Os benefícios serão imensos: haverá uma maior entrada de recursos financeiros estrangeiros em nosso país, sejam eles direcionados à conservação da floresta ou destinados a projetos comerciais.
A captação de recursos para conservação da Amazônia em nada fere a nossa soberania – desde que sejamos nós os responsáveis por aplicar esse dinheiro, cabendo aos financiadores a função de fiscalização.
Na ótica empresarial, a atração de recursos para projetos de energia renovável ou créditos de carbono, tende a gerar emprego e renda para a população. Os investidores estrangeiros têm particular interesse nessa agenda.
Nosso agronegócio – que já é uma potência mundial – irá se beneficiar ainda mais com o reconhecimento do nosso país como protagonista da agenda de sustentabilidade. O selo agronegócio sustentável agrega valor aos nossos produtos, além de atender as exigências socioambientais cada vez mais restritas dos consumidores.
Em suma: defender a agenda ESG é uma ganha-ganha para o nosso país. Que o próximo governo possa capitalizar esse nosso potencial contribuindo para a sustentabilidade do planeta como um todo – e, claro, com a melhoria da qualidade de vida da nossa população.
A opinião de colunistas e articulistas não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



