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Pesquisa mostra disputa acirrada entre centro-direita e Partido Socialista em Portugal

Levantamento foi realizado pelo instituto brasileiro Paraná Pesquisas no país europeu; eleições legislativas portuguesas estão programadas para o dia 10 de março

Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP
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Portugal deverá ter uma disputa partidária acirrada para definir o seu futuro político. No país europeu, as eleições legislativas estão marcadas para acontecer no dia 10 de março. 

Segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira 22 pelo instituto brasileiro Paraná Pesquisas, os dois principais partidos – de centro-direita e de esquerda – estão praticamente empatados, mas são seguidos de perto por um novo fenômeno da extrema-direita portuguesa, conhecido como Chega.

De acordo com a pesquisa, a Aliança Democrática, uma coligação de centro-direita formada por partidos como PSD, CDS e PPM, tem 21,4% das intenções de voto. Em seguida, o Partido Socialista é o preferido de 21,1% dos entrevistados. O Chega, por sua vez, obteve 16,9%.

Iniciativa Liberal (6,8%), Bloco de Esquerda (5,5%), Livre (3%), PAN (2,5%) e a CDU (2,4%) fecham a lista. Nesse quadro, 18,8% dos entrevistados não sabem em quem votar, enquanto o percentual dos que responderam que vão votar branco ou nulo foi de 1,5%.

O instituto também perguntou aos portugueses entrevistados se eles pretendem votar no dia 10: 69,8% disseram que sim, enquanto 30,2% disseram que não. Em Portugal, o comparecimento para votar não é obrigatório.

Portugal terá eleições no mês que vem depois da renúncia, em novembro do ano passado, do ex-primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista. 

Costa, que assumiu o poder em Portugal ainda em 2015, caiu depois de ser alvo de investigações sobre um suposto caso de corrupção em projetos de exploração de lítio e hidrogênio verde. O ex-premiê nega qualquer irregularidade.

Uma das características das eleições portuguesas deste ano é o crescimento da extrema-direita local. Criado em 2019, o Chega diz ser uma “alternativa ao socialismo” e é crítico a políticas mais favoráveis à entrada de imigrantes no país, por exemplo. 

Apesar do terceiro lugar na preferência dos entrevistados na pesquisa, o Chega é a sigla com o maior índice de rejeição: 53%. 

Os eleitores portugueses vão às urnas para escolher os deputados que vão compor a Assembleia da República. Diferentemente do Brasil, Portugal não tem um sistema bicameral composto por Câmara e Senado, mas uma única instância legislativa, conhecida como Assembleia da República. 

A Assembleia é formada por 230 deputados. Como Portugal adota um sistema presidencialista, a população não vai às urnas escolher diretamente o primeiro-ministro. A responsabilidade pela escolha cabe aos parlamentares.

O levantamento da Paraná Pesquisas foi feito entre 08 e 17 de fevereiro. Por telefone, o instituto ouviu 1.203 pessoas. A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais.

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