Mundo

Partido de Bukele domina o Congresso de El Salvador

O partido Novas Ideias (NI) conquistou 54 das 60 cadeiras, segundo o TSE local

Nayib Bukele Foto: Marvin RECINOS / AFP
Apoie Siga-nos no

O partido Novas Ideias (NI), do presidente reeleito Nayib Bukele, dominará o Congresso de El Salvador depois de conquistar 54 das 60 cadeiras nas eleições legislativas de 4 de fevereiro, que partidos da oposição desejam anular, anunciou na segunda-feira o Tribunal Eleitoral.

“O partido Novas Ideias elegeu 54 deputados e seus respectivos suplentes”, afirmou a presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Dora Martínez.

Depois do partido governista, que na atual legislatura também é majoritário, com 56 cadeiras, aparecem o Partido da Concertação Nacional (PCN) e a Aliança Republicana Nacionalista (ARENA), ambos de direita, com dois deputados cada.

O Partido Democrata Cristão (PDC) e o VAMOS conseguiram uma cadeira cada no Congresso que, depois de uma reforma da lei eleitoral, passará de 84 deputados para 60 a partir de 1º de maio, quando começará o novo período legislativo.

O NI controla o Congresso salvadorenho desde 2021, com o PCN e o PDC como aliados.

O TSE não divulgou detalhes sobre a votação nas eleições legislativas.

Poucas horas antes do anúncio do TSE, três partidos de oposição pediram a anulação por supostas “irregularidades” das eleições legislativas.

“Viemos ao Tribunal Supremo Eleitoral para pedir a anulação da eleição legislativa e para pedir também que se repita tal eleição pelas graves violações aos direitos políticos da cidadania e de todos os candidatos”, disse à imprensa a deputada Claudia Ortiz, do partido centrista Vamos.

Os partidos de direita Arena e Nosso Tempo também apoiaram o pedido para anular a votação.

“Todo o processo das eleições legislativas esteve repleto de irregularidades”, por isso “é necessário repetir as eleições”, afirmou o presidente do Arena, Carlos García Saade.

O TSE deverá decidir nos próximos dias se aceita ou não esse pedido.

“O princípio de não deturpar a vontade popular foi violentado gravemente”, afirmou Ortiz.

A deputada alegou que “não houve segurança na cadeia de custódia” dos pacotes com as cédulas com os resultados da eleição.

“Alguns pacotes pareciam que haviam sido abertos e qualquer um pode ter colocado ou retirado cédulas de votação”, insistiu a deputada.

O presidente do Arena também alegou que “o sistema para a contagem de votos da votação legislativa não funcionou” no dia das eleições.

Em um comunicado, no sábado, a missão de observação eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) disse estar “preocupada” com “a demora e falta de uniformidade no escrutínio final”.

Bukele foi reeleito com esmagadores 84,65% dos votos na disputa presidencial simultânea à legislativa, segundo a apuração oficial, favorecido por sua cruzada contra as gangues.

No novo Congresso, o NI terá a maioria ‘superqualificada’ ou especial (45 votos), suficiente para tomar decisões como a manutenção do regime de exceção com a qual sustenta o combate às gangues.

ENTENDA MAIS SOBRE: , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor…

O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.

Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.

Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.

Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um novo Brasil.

Assine a edição semanal da revista;

Ou contribua, com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo