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Parlamento iraquiano aprova governo liderado pelo xiita Haidar al-Abadi

Novo chefe de governo promete lutar contra “Estado Islâmico”. Ex-primeiro-ministro al-Maliki fica com um dos três cargos cerimoniais de vice-presidente. EUA saúdam decisão

O novo primeiro-ministro Haidar al-Abadi, no juramento de posse nesta segunda-feira 8
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Em meio à luta contra a milícia do “Estado Islâmico” (EI), o Parlamento do Iraque aprovou o gabinete do novo primeiro-ministro Haidar al-Abadi, que fez o juramento de posse nesta segunda-feira 8. Porém, ainda falta definir quem vai ficar com as pastas da Defesa e do Interior. Al-Abadi prometeu fazer a indicação em uma semana.

Na mesma sessão parlamentar, os deputados elegeram os vice-presidentes, cujos cargos cerimoniais serão ocupados por três rivais políticos: os ex-primeiros-ministros e xiitas Nuri al-Maliki e Iyad Allawi e o último porta-voz parlamentar e sunita Osama al-Nujaifi.

Maliki foi primeiro-ministro por oito anos e lutou até o último minuto para ficar por mais um terceiro mandato. Ele deixou o cargo em agosto, só depois de ficar sob pressão intensa dos blocos políticos sunitas, xiitas e curdos do país, além do Irã e dos Estados Unidos.

O sucessor al-Abadi, que assim como Maliki é do partido islamista xiita Dawa, prometeu retomar as relações de Bagdá com o Curdistão iraquiano, adotar um programa de descentralização e reconstruir o Exército iraquiano para unificar o país e derrotar o “Estado Islâmico”.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o secretário de Estado, John Kerry, saudaram a formação do novo governo iraquiano. Nesta segunda-feira, Obama falou ao telefone com o novo chefe do governo iraquiano e ambos “convergiram na importância de o novo Executivo tomar rapidamente passos concretos para afrontar as aspirações e as queixas legítimas do povo iraquiano”, disse um comunicado da Casa Branca.

Kerry disse que a formação deste novo governo “é um enorme feito para o Iraque”. O secretário de Estado inicia nesta terça-feira uma viagem à Jordânia e à Arábia Saudita com o intuito de formar uma coligação internacional para combater os jihadistas, que se apoderaram de uma parte da Síria e do norte do Iraque.

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