Mundo
Papa Francisco pede cessar-fogo no conflito entre Israel e Hamas
‘A guerra é sempre uma derrota’, escreveu o chefe supremo da Igreja Católica
O papa Francisco pediu o cessar-fogo na guerra entre Israel e Hamas, em mensagem publicada neste domingo 29, nas redes sociais. O líder religioso também pediu a criação de espaços para ajuda humanitária e a libertação de reféns.
“Cessem o fogo. Parem, irmãos e irmãs: a guerra é sempre uma derrota, sempre, sempre”, escreveu.
O chefe supremo da Igreja Católica tem publicado diversas mensagens de preocupação com o curso da guerra e de pedido de respeito ao direito humanitário, sobretudo em Gaza. Até o momento, pelo menos 8 mil pessoas já morreram na Faixa de Gaza devido aos bombardeios.
A primeira mensagem virtual do papa sobre o novo capítulo do conflito entre Israel e Palestina ocorreu em 8 de outubro, um dia após o Hamas ter realizado uma ofensiva que provocou a morte de 1,4 mil israelenses.
“Acompanho com dor o que está acontecendo em Israel. Que os ataques e as armas cessem, por favor! E se compreenda que o terrorismo e a guerra não trazem nenhuma solução. A guerra é uma derrota. #RezemosJuntos para que haja paz em Israel e na Palestina!”, escreveu ele, naquela data.
Em 11 de outubro, Francisco disse que “o terrorismo e os extremismos não resolvem o conflito entre israelenses e palestinos, mas alimentam o ódio, a violência, a vingança e somente fazem todos sofrer”.
No dia 15 de outubro, o papa disse que acompanhava “com muita dor” o conflito de Israel com a Palestina e fez novos apelos pela libertação dos reféns. Além disso, pediu que “as crianças, os doentes, os idosos, as mulheres e todos os civis não sejam vítimas do conflito”.
Em outra mensagem, de 17 de outubro, o líder também mencionou a Ucrânia ao tratar de Gaza.
“Que o direito humanitário seja respeitado, sobretudo em Gaza. Por favor, não deixem que mais sangue inocente seja derramado, nem na Terra Santa, nem na Ucrânia, nem em nenhum outro lugar! Basta! As guerras são sempre uma derrota, sempre!”, publicou.
O pedido de cessar-fogo, no entanto, contraria a posição de Israel e de países do Ocidente, como os Estados Unidos, que defendem o suposto direito de resposta israelense às ações do Hamas.
No sábado 28, o premiê israelense Benjamin Netanyahu chegou a dizer que a guerra será longa. Na mesma data, os militares de Israel intimaram a população do norte de Gaza a deixar o local.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou na sexta-feira 27 uma resolução apresentada por países árabes que pede uma “trégua humanitária” no conflito, mas o documento, segundo analistas, não tem efeito prático por carecer de caráter vinculante, ou seja, não cria obrigações de fato.
Enquanto isso, no Conselho de Segurança da ONU, onde as resoluções têm efeito vinculante, as grandes potências não chegam a um consenso. Os Estados Unidos querem uma menção crítica ao Hamas e a garantia de direito de resposta de Israel, enquanto Rússia e China são contrários à inclusão do dispositivo.
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