OMS pede a líderes mundiais que acabem com ‘vergonhosa’ desigualdade nas vacinas

A organização deseja que cada país vacine ao menos 10% de sua população até o final de setembro, 40% no final do ano e 70% em meados de 2022

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu, nesta terça-feira 10, aos 20 líderes com poder que ajam antes de outubro para mudar a “vergonhosa” situação de desigualdade no acesso às vacinas da Covid-19.

O assessor da OMS, Bruce Aylward, afirmou que o mundo deveria estar “indignado” com esta situação.

 

 

A agência de saúde da ONU tem aumentado sua indignação com o acúmulo que os países ricos fazem da oferta de vacinas, prejudicando os países mais pobres.

Aylward, porta-voz da OMS para o acesso às ferramentas de combate à pandemia de coronavírus, pediu para a opinião pública pressionar os políticos e os magnatas empresariais para que considerem o abastecimento de vacinas nos países pobres como um investimento eleitoral e financeiro.

“Com certeza há cerca de 20 pessoas no mundo que são fundamentais para resolver este problema de igualdade”, afirmou. “Elas lideram as grandes empresas que se encarregam disso; os países que estão contratando o maior número de vacinas ou os países que as produzem”, disse.

“Precisamos que essas 20 pessoas digam ‘vamos solucionar este problema até o final de setembro. Vamos garantir que 10% da população de cada país… seja vacinada”, completou.

Aproximadamente 4,5 bilhões de doses já foram aplicadas em todo o mundo, segundo uma contagem da AFP. Os países de renda alta – de acordo com a determinação do Banco Mundial – injetaram 104 doses a cada 100 pessoas. Os 29 países com as menores rendas do mundo injetaram apenas duas doses a cada 100 pessoas.

“Deveríamos estar coletivamente indignados com nós mesmos”, afirmou Aylward. “Não consigo deixar de pensar: se tivéssemos tentado suspender as vacinas em certas partes do mundo, poderíamos ter feito pior do que já fizemos?”, enfatizou.

“Precisamos de 20 pessoas que liderem o esforço mundial para mudar esta situação lamentável em que nos encontramos”, acrescentou.

A OMS deseja que cada país possa vacinar ao menos 10% de sua população até o final de setembro, ao menos 40% no final do ano e 70% em meados de 2022.

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

Compartilhar postagem