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Israel prepara invasão terrestre de Gaza e palestinos aguardam desesperados ajuda humanitária

O Egito deve abrir sua passagem fronteiriça nesta sexta-feira 20.  Seria o primeiro comboio de auxílio desde o início do conflito

Crianças em meio a barracas em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em 19 de outubro de 2023. Foto: Mahmud Hams/AFP
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Após quase duas semanas de conflitos entre Israel e Hamas, os palestinos da Faixa de Gaza continuam a aguardar, desesperados, a chegada de ajuda humanitária através do Egito, que deve abrir sua passagem fronteiriça nesta sexta-feira 20.

Os caminhões que transportarão itens essenciais para o enclave estão bloqueados há dias na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito.

A leva desta sexta-feira, possivelmente de 20 caminhões, seria o primeiro comboio de ajuda para a Faixa de Gaza desde 7 de outubro, quando o grupo palestino Hamas executou um ataque sem precedentes contra Israel.

Desde então, mais de 1.400 pessoas morreram em território israelense. Do lado palestino, mais de 3.700 morreram nos incessantes bombardeios realizados contra Gaza.

Israel, sob o comando do premiê de extrema-direita Benjamin Netanyahu, mantém o enclave sob cerco total, com uma onda de bombardeios aéreos, além de milhares de soldados preparados para uma incursão terrestre.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, disse nesta quinta-feira 19 às tropas reunidas na fronteira de Gaza que, em breve, elas verão o enclave palestino “por dentro”. A declaração sugere que a invasão terrestre, temida pela comunidade internacional, está a caminho.

“Vocês veem Gaza agora a distância e em breve a verão de dentro. O comando virá”, declarou o ministro aos soldados.

O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, instou nesta quinta a criação de “um acesso humanitário rápido e sem obstáculos” para levar ajuda a Gaza. A Organização Mundial da Saúde solicitou, por sua vez, que o enclave receba auxílio “todos os dias”, incluindo combustível para os hospitais.

Na quarta-feira, Israel informou que não bloquearia a entrada de comida, água e remédios no enclave através do Egito, mas não mencionou o combustível, essencial para os geradores de energia.

Nesta quinta, o Hamas denunciou que um bombardeio israelense deixou diversos mortos e feridos em uma igreja ortodoxa na qual deslocados se refugiavam. O movimento não divulgou o número exato de vítimas.

Além disso, as tensões permanecem na Cisjordânia ocupada, onde as forças israelenses mataram pelo menos nove palestinos em incidentes separados nesta quinta-feira, segundo o Ministério da Saúde palestino.

Ao menos 73 palestinos morreram na Cisjordânia por forças israelenses ou colonos desde o início do conflito, de acordo com a pasta.

Outro foco de preocupação é a fronteira com o Líbano, que também não foi poupada e há dias é palco de trocas de disparos entre o Exército israelense e o movimento libanês Hezbollah.

Diante disso, vários países tentam evitar uma conflagração regional. O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, visitou Israel nesta quinta para pedir o fim da escalada bélica. A ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, por sua vez, iniciou uma visita pelos países do Oriente Médio.

O presidente egípcio, Abdel Fattah El-Sisi, e o rei Abdullah II da Jordânia exigiram o fim “imediato” das hostilidades e acusaram Israel de infligir uma “punição coletiva” a Gaza por meio de “cerco, fome infligida e deslocamento forçado”.

(Com informações da AFP)

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