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Guerra na Ucrânia: Estados Unidos vão banir importação de vodca e caviar russos

EUA afirmam que reduzirão drasticamente seu status comercial com a Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Brendan Smialowski/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Brendan Smialowski/AFP
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Em mais uma rodada de sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia, os Estados Unidos vão banir a importação de vodca, caviar e diamantes, num movimento simbólico para atingir produtos icônicos russos. Nesta sexta-feira, o presidente americano, Joe Biden, anunciou que os EUA reduzirão drasticamente seu status comercial com a Rússia como punição pela invasão da Ucrânia.

A suspensão das compras de mariscos e outros comestíveis, incluindo o caviar, terá impacto de US$ 1,2 bilhões. No caso das bebidas, como vodca e outros destilados, o impacto é bem menor, de US$ 24 milhões.

Várias marcas russas famosas de vodca são produzidas em outros países, inclusive nos Estados Unidos.

A ampla mudança comercial anunciada nesta sexta-feira, que revoga o status de “nação mais favorecida” para a Rússia, está sendo realizada em coordenação com a União Europeia e os países do Grupo dos Sete.

“O mundo livre está se unindo para confrontar Putin”, disse Biden, da Sala Roosevelt da Casa Branca. “Os Estados Unidos, nossos aliados e parceiros continuam trabalhando juntos para aumentar a pressão econômica sobre (Vladimir) Putin e isolar ainda mais a Rússia no cenário mundial”, acrescentou o presidente americano.

Em uma declaração conjunta divulgada pela Casa Branca, membros do G7 afirmaram: “Acolhemos com satisfação a preparação em curso de uma declaração de uma coalizão ampliada de membros da OMC, incluindo o G7, no que se anuncia a revogação do estado do país mais favorecido da Rússia”.

Até agora, Moscou se beneficiava de um status comercial de “nação mais favorecida”, que permite a livre troca de alguns bens e serviços.

Retirar o status de nação mais favorecida da Rússia permitiria aos EUA e seus aliados impor tarifas mais altas sobre algumas importações russas, aumentando o isolamento da economia russa, que se encaminha a uma profunda recessão.

E mais: a Rússia se juntaria a Cuba e à Coreia do Norte, os únicos países excluídos pela maior potência mundial do princípio da reciprocidade, base da maioria das relações comerciais internacionais.

Em comunicado separado, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou que entra em vigor nesta sexta-feira a proibição das exportações de artigos de luxo para Rússia e Bielorrússia — incluindo relógios, veículos, roupas, bebidas alcoolicas e joias de alta qualidade — como parte do esforço para isolar ainda mais Moscou e seus aliados.

“Não permitiremos que (Vladimir) Putin e seus amigos continuem vivendo com a opulência enquanto causam enorme sofrimento em toda Europa do Leste”, disse a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo.

As medidas desta semana são um sinal de que os EUA e seus aliados continuarão lançando mão de seu peso financeiro para retaliar o presidente russo, Vladimir Putin. As outras medidas já anunciadas incluem o congelamento de ativos do banco central, proibição das importações do petróleo e gás russos e sanções contra oligarcas russos e suas famílias. Com a ampliação das sanções, o rublo, a moeda russa, perdeu 76% de seu valor em relação ao dólar americano no mês passado.

A Rússia está entre os principais exportadores mundiais de petróleo, gás natural, cobre, alumínio, paládio e outras matérias-primas, respondendo por 1,9% do comércio mundial em 2020. Desde que sanções menores foram impostas em 2014, depois que Moscou anexou a Crimeia, a China se tornou seu maior destino de exportação.

Nos EUA, remover o status de “relações comerciais normais permanentes” da Rússia exigirá um ato do Congresso, mas legisladores de ambas as casas — e de ambos os partidos — já sinalizaram seu apoio.

Agência O Globo

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Agência de notícias e de fotojornalismo do Grupo Globo.

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