Especialistas da ONU pedem oposição a plano de EUA e Israel para Palestina

Técnicos lamentam 'o papel dos EUA em apoiar e incentivar os projetos ilegais de Israel', que visa tirar a Cisjordânia do controle palestino

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: D. Myles Cullen/White House

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: D. Myles Cullen/White House

Mundo

Cerca de 60 especialistas das Nações Unidas pediram, nesta terça-feira 16, que comunidade internacional se oponha ao plano israelense de anexação de partes da Cisjordânia ocupada.

“A comunidade internacional tem a solene responsabilidade legal e política de defender uma ordem internacional baseada em regras, de se opor às violações dos direitos humanos e dos princípios fundamentais do direito internacional”, afirmam os especialistas em comunicado.

“Os Estados têm o dever de não reconhecer, ajudar ou auxiliar outro Estado em qualquer atividade ilegal, como a anexação ou criação de implantações civis em um território ocupado (…)”, alertam.

Os signatários são especialistas da ONU nomeados pelo Conselho de Direitos Humanos, cuja 43ª sessão está atualmente reunida em Genebra.

Plano é chamado de “projetos ilegais de Israel”

Israel planeja apresentar em 1º de julho sua estratégia para o plano preparado para a região pelo governo dos EUA, que prevê em particular a anexação por Israel das colônias e do Vale do Jordão na Cisjordânia, território palestino ocupado desde 1967.

Os palestinos rejeitam este plano, que também prevê a criação de um Estado palestino em um território fragmentado e sem Jerusalém Oriental como sua capital, contrário ao que desejam. Por isso, buscam obter apoio internacional para pressionar Israel a abandonar o projeto de anexação.

Especialistas da ONU afirmam também que lamentam “o papel dos Estados Unidos em apoiar e incentivar os projetos ilegais de Israel”.

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