Brasil assina carta com Grupo de Lima em que renova compromisso com Juan Guaidó

Declaração do bloco pede 'transição democrática' na Venezuela, governada por Nicolás Maduro

O presidente Jair Bolsonaro e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, em encontro de fevereiro de 2019. Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro e o autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, em encontro de fevereiro de 2019. Foto: Marcos Corrêa/PR

Mundo

O Brasil assinou uma declaração em que renova “unidade e firme compromisso” em favor do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, em apoio ao que chamou de “transição democrática” e de “reconstrução institucional, econômica e social” no país vizinho. A declaração foi publicada na sexta-feira 14, pelo Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com o Itamaraty, assinam com o Brasil os atuais governos de Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru. As nações compõem o bloco chamado de Grupo de Lima, que considera como ilegítimo o mandato do chavista Nicolás Maduro.

O grupo foi criado em 2017 por iniciativa do Peru, com o argumento de reverter o que classifica como “ruptura da ordem democrática e constitucional” na Venezuela.

 

No texto que leva o nome de “Declaração do Grupo de Lima”, os governos afirmam que rechaçam “as manobras do regime ilegítimo de Nicolás Maduro que atentam contra o exercício dos mais elementares direitos civis e políticos”, e afirmam que há “captura de instituições essenciais para o restabelecimento da democracia”.

Também manifestam apoio à “Declaração Conjunta de Apoio à Transição Democrática na Venezuela”, documento publicado na sexta-feira 14 com uma lista de 31 países signatários, que inclui Estados Unidos, Israel, Albânia, Austrália, Bahamas, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Costa Rica, Equador, El Salvador, Estônia, Geórgia, Guatemala, Guiana, Haiti, Hungria, Letônia, Lituânia, Reino Unido, República Dominicana, Santa Lucía e Ucrânia.

O Centro de Comunicação Nacional, órgão comandado por Juan Guaidó, agradeceu o posicionamento dos países que o apoiam, em uma nota publicada neste sábado 15.

A Venezuela se prepara para novas eleições parlamentares para a Assembleia Nacional, em 6 de dezembro deste ano. Os mandatos eleitos vigorarão entre o período de 2021 e 2026. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, 105 organizações políticas estão habilitadas a participar do processo (em julho, a expectativa anunciada era de 89). No entanto, em 2 de agosto, 27 partidos publicaram um comunicado em que anunciaram que não vão participar do pleito.

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Repórter do site de CartaCapital

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