Biden acusa republicanos alinhados a Trump de serem supremacistas brancos

Os republicanos defendem o que Biden qualifica de campanha 'antiamericana' como uma tentativa de reforçar a segurança das eleições

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Brendan Smialowski/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Brendan Smialowski/AFP

Mundo

O presidente americano, Joe Biden, acusou nesta quinta-feira 21 os republicanos alinhados a seu antecessor, Donald Trump, de serem supremacistas brancos e lançarem “um ataque implacável” contra a liberdade eleitoral.

 

 

A acusação foi feita em um forte discurso durante a cerimônia por ocasião do décimo aniversário do monumento em homenagem a Martin Luther King – o herói afro-americano dos direitos civis, assassinado em 1968 – no National Mall, em Washington.

Biden, do Partido Democrata, disse que os republicanos, de governadores a funcionários a cargo de supervisionar as eleições, lançaram um “ataque implacável” contra o livre acesso ao voto antecipado nas eleições legislativas de meio de mandato do ano que vem e nas eleições presidenciais de 2024.

Os republicanos defendem o que Biden qualifica de campanha “antiamericana” como uma tentativa de reforçar a segurança das eleições.

Mas estas tentativas ocorrem enquanto Trump mantém a pressão para desacreditar a vitória de Biden nas eleições de 2020, as quais afirma – sem apresentar provas – ter vencido.

“Estão seguindo meu antecessor, o último presidente, para um buraco negro profundo”, disse Biden, citando “uma combinação sinistra de supressão de eleitores e subversão eleitoral”.

Biden denuncia com frequência as mentiras de Trump sobre as eleições, as quais muitos eleitores republicanos acreditam ser verdadeiras, segundo pesquisas de opinião. No entanto, raramente se refere ao antecessor de forma direta.

Em seu discurso, o presidente disse que a supremacia branca contra a qual King lutou antes de ser morto em 1968 nunca desapareceu por completo.

“Só se esconde”, disse Biden, que descreveu como um surto deste mal a insurreição de 6 de janeiro contra o Capitólio por uma multidão pró-Trump enquanto os legisladores se preparavam para certificar os resultados das eleições de 2020.

“Na minha opinião, a violência e a insurreição mortal contra o Capitólio de nove meses atrás foi sobre a supremacia branca”, disse.

“A má notícia: tivemos um presidente que apelou ao preconceito. A boa notícia é que (ficou) absolutamente claro o que está em jogo”, acrescentou Biden.

O discurso do presidente ocorre um dia depois de os republicanos no Senado bloquearem o debate de uma reforma eleitoral proposta pelos democratas para acabar com o que consideram um emaranhado de leis injustas, incluindo o financiamento de campanhas, as regras de votação e a redistribuição dos distritos eleitorais.

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